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O que é a Telemedicina e como funciona?

Telemedicina, conheça essa tendência
Leia em 11 min.

A Telemedicina é todo e qualquer atendimento médico feito a distância, com o objetivo de aproximar médicos e especialistas que visam oferecer um serviço de excelência aos pacientes.

Segundo o artigo 1º da resolução n° 1.643/2002 do CFM (Conselho Federal de Medicina), a Telemedicina é o:

“exercício  da  Medicina  através  da  utilização  de metodologias  interativas  de  comunicação  audio-visual  e  de  dados,  com  o  objetivo  de assistência, educação e pesquisa em Saúde.”

Apesar do CFM regulamentar a Telemedicina desde 2002, suas normas não englobam os atendimentos a distância de forma ampla, como consultas, exames, cirurgias e discussões entre grupos médicos.

Essa tendência ganhou força em 2020 com a pandemia de COVID-19, que mostrou para todos o quanto a Telemedicina é essencial para a manutenção da assistência à saúde.

Mesmo após a pandemia, os atendimentos remotos continuarão fortes, devido à desigualdade de distribuição de médicos no Brasil e a praticidade valorizada pelos pacientes.

Continue a leitura e descubra mais sobre como a Telemedicina funciona!

Neste artigo você vai aprender:

O que é a Telemedicina?

A resolução nº 2.227/2018 do CFM, revogada em 2019 pela resolução nº 2.228/2019, define a Telemedicina como:

“o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde.”

Com base nas definições que o Conselho Federal de Medicina traz em seus documentos oficiais, podemos definir a Telemedicina como todo e qualquer serviço médico prestado a distância por meio de tecnologias.

Para entender mais profundamente o que é a Telemedicina, é essencial refletir sobre como ela surgiu. Por isso, reunimos os principais marcos de sua história:

Em 2020, a história da Telemedicina ganha mais força no Brasil, com o surgimento de ferramentas de Telemedicina em softwares médicos.

Essas ferramentas permitiram que os profissionais de saúde continuassem o atendimento aos pacientes, mesmo durante o distanciamento social.

Ao longo de 2020 e 2021, milhares de médicos perceberam que a Telemedicina poderia ser utilizada de forma integral em suas práticas, inclusive, após a pandemia.

Como a Telemedicina funciona?

A Telemedicina é um conceito amplo que engloba diversas vertentes, como Teleconsulta, Telerradiologia, Telecirurgia, assim por diante. Ou seja, existem diferentes formas de funcionar na prática.

Geralmente a Telemedicina funciona por meio de um conjunto de tecnologias como sistemas médicos, equipamentos digitais, internet, inteligência artificial e robôs.

Veja a seguir quais são as frentes mais comuns da Telemedicina.

7 principais vertentes da Telemedicina

1. Teleconsulta

Consultas realizadas a distância entre médico e paciente, por meio de uma plataforma de videoconferência, de preferência um software médico ao invés de sistemas genéricos como Zoom ou Skype.

Enquanto o profissional de saúde costuma estar em seu consultório, o paciente é atendido de casa com o auxílio de câmeras, compartilhamento de tela, prontuário eletrônico e prescrições digitais.

Assista ao depoimento da Dra. Carolina sobre sua experiência com a Teleconsulta:

2. Telediagnóstico

Prática de diagnosticar um paciente a distância, por exemplo, quando um técnico de enfermagem faz um eletrocardiograma por meio de um aparelho que gera imagens digitais conectado ao computador.

Ao enviar essas imagens para um médico especialista, ele consegue analisar os dados e diagnosticar o paciente. Seu laudo assinado digitalmente fica disponível no sistema de Telemedicina.

Em um dia o paciente consegue ter uma resolução sobre seu quadro clínico, sem precisar gastar dinheiro com locomoção e consultas com diferentes especialistas.

3. Teleorientação

Orientações feitas por meio da tecnologia, não sendo uma consulta em sua totalidade, como solução de dúvidas ou envio de orientações médicas pós-procedimento para pacientes.

4. Telessaúde

Serviços médicos prestados a distância especificamente para a saúde pública

Temos como exemplos o Programa Nacional Telessaúde Brasil Redes e a integração dos dados médicos dos pacientes no aplicativo Conecte SUS.

5. Telecirurgia

Cirurgias em que o médico consegue controlar robôs-cirurgiões em uma posição ergonomicamente confortável, sem a necessidade de estar no mesmo local que o paciente.

Conheça mais sobre essa frente em nosso vídeo:

6. Telerradiologia

Serviços de radiologia prestados a distância, como o envio de um resultado digital para um especialista que não está na mesma cidade que o paciente.

Apesar de alguns estabelecimentos de saúde contarem com técnicos de radiologia, muitos não têm especialistas para analisar os resultados ou possuem uma demanda maior do que conseguem atender.

7. Telemedicina por especialidade

Telemedicina no Brasil

Agora que você sabe como as principais frentes da Telemedicina funcionam, é hora de entender mais sobre sua prática no território nacional.

A prestação de serviços de saúde a distância está presente no Brasil desde 1990. O Incor (Instituto do Coração), por exemplo, interpretava eletrocardiogramas via fax.

Em 1997, a Universidade de São Paulo (USP) foi a primeira instituição acadêmica a criar uma disciplina focada no estudo da Telemedicina.

Os médicos de clínicas e consultórios, mesmo antes da regulamentação de Telemedicina de 2002 do CFM, já tiravam dúvidas de pacientes por meio de mensagens e ligações.

A verdade é que a Telemedicina sempre esteve presente no Brasil, mas desde 2020 há um esforço maior do governo e das instituições de saúde para que ela seja definitivamente regulamentada.

O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, é uma referência mundial no uso de inteligência artificial na Medicina e cirurgias a distância com o Robô Da Vinci.

Empresas como a iClinic oferecem uma ferramenta de Teleconsulta de excelência para permitir que os médicos atendam seus pacientes com segurança, transparência e qualidade.

A demografia médica de 2020 mostra que, em novembro desse ano, o Brasil passou a ter 500 mil médicos, portanto, razão de 2,38 médicos por 1.000 habitantes. Entretanto:

“Há enorme desigualdade entre a disponibilidade de médicos nas capitais e nas cidades do interior. No conjunto das capitais, há 5,65 médicos por mil habitantes, enquanto os habitantes do conjunto das cidades do interior contam com 1,49 médico por mil habitantes.”

Esses dados mostram o quanto a Telemedicina é essencial no Brasil. Assista nosso vídeo para aprofundar ainda mais seu conhecimento:

Regulamento da Telemedicina no Brasil

Para entender o funcionamento da Telemedicina no território nacional, dê uma olhada em seus principais marcos históricos, no que se refere a regulamentação:

É importante enfatizar que a regulamentação da Telemedicina no Brasil ainda está sendo construída, principalmente após o despacho nº 2.270/2021.

Ele provocou discussões polêmicas sobre como a Telemedicina traz grandes vantagens para o sistema de saúde do Brasil ao eliminar completamente a distância entre médicos e pacientes.

Tudo indica que uma regulamentação completa deverá ser feita após o período da pandemia ter passado, com o objetivo de solucionar dúvidas e desavenças do meio médico.

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Telemedicina no mundo

Existem diversos casos de sucesso da Telemedicina ao redor do mundo. Reunimos os três principais com base no levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

Telemedicina na faculdade

A Telemedicina é estudada no meio acadêmico brasileiro desde 1985. Ela fazia parte da grade curricular do curso de Medicina da USP, na matéria “informática biomédica“.

Os Estados brasileiros que investiram primeiro nessa área foram Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.

Em 1997 a USP adota uma matéria de Telemedicina em sua grade curricular, recebendo apoio do CNPQ, com uma bolsa para incentivar estudos nesta área. 

Em 2002 finalmente foi criado o Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde.

5 principais vantagens da Telemedicina

Um estudo sobre os Desafios em Telemedicina afirma que os benefícios dessa tendência são:

“acesso local a especialistas, melhoria na assistência primária em saúde e o aumento da disponibilidade de recursos para a educação médica e informação em saúde.”

Além dessas vantagens, existem outros diferenciais que fazem da Telemedicina um recurso tão essencial para o Brasil. Descubra quais são eles a seguir!

1. Democratização do acesso à saúde

A Telemedicina garante que os pacientes tenham acesso aos profissionais de saúde de diferentes especialidades, independentemente de suas localizações. 

Diversos especialistas afirmam que a democratização do acesso à saúde para toda a população é a maior vantagem da Telemedicina. 

Afinal, os pacientes que residem em regiões de difícil acesso, com falta de profissionais, conseguem ser atendidos tranquilamente em suas próprias casas.

2. Aumento da assistência aos pacientes e assertividade no diagnóstico 

Imagine que uma mãe esteja sozinha em casa, com sua filha de 2 anos que está começando a ter febre, em dúvida se vai ao pronto-socorro ou não.

Ela decide marcar uma Teleconsulta de emergência com seu pediatra que também está em casa.

Ao ver os sintomas da criança por videoconferência, o profissional orienta que uma consulta seja marcada no dia seguinte e prescreve alguns medicamentos por meio da prescrição eletrônica.

O pediatra conseguiu ver que um pronto-socorro não era necessário e a mãe poderia esperar até a consulta do dia seguinte.

Esse é apenas um exemplo de como a assistência aos pacientes é aumentada com a Telemedicina. 

Além disso, com a integração de dados na saúde e troca de conhecimentos entre equipes médicas, os diagnósticos também ficam cada vez mais assertivos.

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3. Redução de custos

A Telemedicina elimina o deslocamento desnecessário dos médicos e dos pacientes. Normalmente, os custos de transporte são os que mais pesam no final do mês para os brasileiros.

Os atendimentos a distância também otimizam o tempo dos profissionais, que podem cuidar de mais pacientes, sem aumentar a carga horária de trabalho.

4. Aumento da segurança dos dados médicos

Quantas vezes dados médicos foram passados por meio de mensagens ou ligações? Quantas informações sigilosas estão armazenadas em fichas de papel?

Ao não contar com as ferramentas certas, como softwares médicos com Teleconsulta, prontuário eletrônico, assinatura digital e prescrição eletrônica, a segurança de dados diminui drasticamente.

Aplicativos genéricos que não foram feitos para a área da saúde, como WhatsApp, Skype e Zoom, são facilmente hackeados quando comparados com aplicativos desenvolvidos para armazenar dados médicos.

A mesma analogia serve para prontuários de papel e prontuários eletrônicos. 

Enquanto as fichas físicas são facilmente acessadas por qualquer pessoa, o prontuário eletrônico exige login e senha que são exclusivos para cada profissional de saúde.

5. Diminuição da superlotação nos estabelecimentos de saúde

A Telemedicina foi imprescindível durante a pandemia de COVID-19. A triagem de pacientes com sintomas foi feita por telefone em muitos estabelecimentos médicos, o que diminuiu a superlotação.

Isso aconteceu porque os especialistas orientavam os pacientes com sintomas graves a irem até o posto, enquanto os pacientes com sintomas leves eram tranquilizados e orientados a ficarem em suas casas.

Esse mesmo cenário acontece fora da pandemia. Ao invés de ir direto para um pronto-socorro, o paciente pode tirar suas dúvidas por meio da Telemedicina e ser direcionado para o especialista correto. 

Conheça mais impactos da Telemedicina no pós-pandemia neste conteúdo:

3 desvantagens da Telemedicina

Apesar da Telemedicina trazer milhares de benefícios para médicos e pacientes, nenhuma inovação é perfeita. Descubra quais são as maiores vantagens dessa tendência:

1. Falta de remuneração dos planos de saúde para atendimentos a distância

É possível afirmar que nenhum plano de saúde estava preparado para a implementação da Telemedicina em 2020. 

Muitos deles ainda não atualizaram seus contratos de remuneração levando em conta a Telemedicina, o que prejudica tanto os clientes do convênio, quanto os prestadores de serviço de saúde.

Essa é uma das maiores desvantagens para os médicos que desejam praticar a Telemedicina mas precisam atender por convênio.

2. Impossibilidade de realizar exames físicos

Enquanto a tecnologia no Brasil não avança ao ponto de permitir exames físicos a distância, é impossível realizar essas avaliações por meio da Telemedicina.

3. Não seguimento das boas práticas de consultas online

Várias distrações podem ocorrer durante uma Teleconsulta: quedas de internet, cachorros que começam a latir incessantemente, crianças pedindo atenção dos pais, entre outros.

Esses acontecimentos são comuns, mas ao seguir as boas práticas do atendimento humanizado na Telemedicina, é possível evitar ao máximo essas distrações.

Entre as principais boas práticas, podemos citar as seguintes:

Escute ao podcast abaixo e veja como aumentar ainda mais a qualidade dos seus atendimentos a distância:

Como praticar a Telemedicina com segurança?

No tópico sobre “como a Telemedicina funciona” você viu como os serviços de saúde podem funcionar de diferentes formas de acordo com suas vertentes.

Se você é um médico que deseja modernizar seu atendimento e oferecer atendimentos a distância para seus pacientes, é essencial contar com estas medidas de segurança:

Ao seguir todas as instruções você garante aos seus pacientes uma consulta online segura e prática. 

Neste conteúdo você aprendeu o que é a Telemedicina, como ela funciona, suas vantagens e desvantagens, além de como implementá-la na prática.

Se você já está preparado para começar seus atendimentos a distância, baixe nosso eBook gratuito sobre como agendar, atender, prescrever, faturar e receber na Telemedicina:

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