Para quais especialidades a Telemedicina é válida?

Para quais especialidades a Telemedicina é válida?

Yasmim Mayumi Tecnologia na Saúde Leave a Comment

Leia em 4 min.

O atendimento à distância se tornou, para muitos, a única forma de continuar a assistência médica durante a pandemia. Muitos profissionais se surpreenderam ao perceberem que sua especialidade é válida para a Telemedicina.

A Telemedicina é um assunto discutido há muito tempo no Brasil, principalmente após a tentativa do CFM de regularizá-la completamente em território nacional, em 2018.

Um estudo do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) sobre evidências internacionais das experiências da Telemedicina, afirmou que a inovação teve um impacto positivo em diversos países.

No Brasil, 81% das Teleconsultas evitaram novos encaminhamentos, gerando uma economia de R$ 236 milhões para o sistema de saúde.

Nos EUA, os pacientes reduziram 80,7% da distância percorrida para realizarem consultas, e economizaram US$ 155.627,20. 

Todos esses dados foram coletados antes da pandemia, o que mostra que a Telemedicina é uma forte aliada para a saúde em todos os momentos, e seu potencial deve ser explorado cada vez mais.

Porém, será que a Telemedicina é válida para todas as especialidades médicas? Como saber se você pode ser beneficiado por essa tendência? 

Continue a leitura e descubra!

Como a Telemedicina auxilia as especialidades médicas?

A Telemedicina é definida como o atendimento médico à distância, e possui diversas vertentes, principalmente dentro das especialidades médicas. 

Entre as principais delas, podemos citar:

  • Teleconsulta: uma consulta realizada à distância, normalmente por videoconferência, na qual o médico pode dar diagnóstico e prescrever medicamentos;
  • Teleorientação: ato de orientar pacientes à distância, por meio de mensagens, ligação ou videoconferência, e não costuma incluir procedimentos como diagnósticos;
  • Telemonitoramento: prática na qual a tecnologia é utilizada para realizar o monitoramento de pacientes à distância, seja por meio de aplicativos médicos ou videoconferências;
  • Telessaúde: atendimentos à distância realizados com o objetivo de assistência na saúde pública, como no SUS;
  • Teleinterconsulta: realizada quando profissionais de saúde utilizam a tecnologia para trocar informações, hipóteses diagnósticas e opiniões.

Além das vertentes gerais, existem algumas que são específicas para determinadas especialidades, como Teledermatologia, Telepsiquiatria, Telerradiologia, Telepediatria, entre outros. 

Para se aprofundar mais no assunto, veja nosso vídeo explicativo:

A Telemedicina auxilia as especialidades de diversas formas, como na continuidade do atendimento médico em qualquer situação, e fidelização de pacientes, que encontram mais uma forma de contato com os médicos.

Para exemplificar essas situações, trouxemos algumas práticas utilizadas na Telemedicina que auxiliam cada vez mais os profissionais de saúde:

  • Eletrocardiograma: também conhecido como ECG, o exame verifica o ritmo dos batimentos do coração, algo que os médicos sabem muito bem. Com a Telemedicina, você consegue realizar o ECG em qualquer estabelecimento, e enviar os resultados para qualquer especialista, já que o exame é enviado por meio da internet. Essa inovação permitiu que os profissionais ajudassem pacientes de qualquer lugar do mundo;
  • Cirurgias à distância: os robôs-cirurgiões ainda não são populares no Brasil, apesar de robôs como o Da Vinci terem chegado ao país em 2008. Com eles, os médicos podem fazer cirurgias de forma confortável, e auxiliar pacientes que normalmente, não teriam acesso a cirurgiões;
  • Eletroencefalograma: assim como o ECG, o eletroencefalograma (EEG) costuma ser conectado a um software médico seguro, que envia pela internet os resultados do exame para os especialistas. Também é um dos procedimentos mais comuns na Telemedicina;
  • Aplicativos médicos: os aplicativos auxiliam os profissionais de saúde principalmente no aspecto de Telemonitoramento. Por meio de aplicativos como Cardiograph e Diário Cefaleia, os pacientes podem enviar informações essenciais para os médicos de forma constante;
  • Dispositivos vestíveis inteligentes: popularmente conhecidos como wearables, tecnologias como Apple Watch e Smartwatch contribuem na coleta de dados sobre a saúde dos pacientes, em tempo real.

Essas são apenas algumas formas que a Telemedicina pode ajudar os profissionais de saúde.

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Existe alguma especialidade que não consegue utilizar a Telemedicina?

Não! Todas as especialidades médicas podem usufruir das vantagens da Telemedicina, e logo, muitas terão o atendimento à distância como principal forma de trabalho, da mesma forma que acontece hoje com a radiologia. 

Mas e especialidades visuais, que realizam exames físicos? Os dermatologistas e pediatras, por exemplo, conseguem mesmo utilizar a Telemedicina? 

Diferente do que muitos imaginavam, mesmo especialidades visuais, como a dermatologia, conseguem utilizar perfeitamente funcionalidades como a Teleconsulta.

A dermatologista Carolina é um dos casos de sucesso da iClinic, e em seu depoimento, conta como conseguiu auxiliar a maioria dos seus pacientes sem um exame físico.

“De todas as Teleconsultas que eu fiz, apenas um paciente com um sintoma oncológico precisou de consulta presencial. A Teleconsulta vale super a pena, então pretendo continuar mesmo após a pandemia, porque você pode ajudar pacientes que estão longe do seu consultório, ou pacientes pós-cirúrgicos que não podem se locomover.”

A Dra. Verônica é psiquiatra, e também aderiu a Telemedicina na pandemia. Assim como a Dra. Carolina, percebeu um impacto extremamente positivo.

“Entrei para a Telemedicina e meus pacientes gostaram, o retorno que eu estou tendo é bastante positivo. Alguns pacientes se sentem mais à vontade quando estão no ambiente deles, do que no ambiente de consultório médico.”

Até mesmo cirurgiões, cardiologistas, e todas as especialidades que costumam ter apenas consultas presenciais, viram que para atendimentos como retornos, solução de dúvidas, validação de hipóteses, a Telemedicina é válida.

Portanto, se você deseja ter um relacionamento mais próximo com seus pacientes, e quer tornar seus atendimentos acessíveis de forma segura, a Telemedicina é ideal.

É importante ressaltar que a utilização de uma plataforma de Telemedicina segura é essencial.

Apesar de canais como Zoom, WhatsApp e Skype serem práticos, eles não foram desenvolvidos para a área da saúde, e não buscam seguir exigências de órgãos como o CFM.

No iClinic, por exemplo, a Teleconsulta é integrada com o prontuário eletrônico, e todas as informações são salvas na nuvem, o que impossibilita a perda dos dados, assim como acessos de pessoas não autorizadas. 

Além disso, a segurança também conta com outros diferenciais, como criptografia em nível bancário, e a ajuda dos servidores da AWS, a plataforma em nuvem mais abrangente do mundo. 

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Sobre o autor

Yasmim Mayumi

Especialista em Marketing de Conteúdo e estudante de Letras na Barão de Mauá em Ribeirão Preto.