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Principais problemas de comunicação entre médico e paciente

A efetividade na comunicação entre médico e paciente é fundamental. Afinal, o diagnóstico é baseado no que é conversado durante a consulta.

Mas, nem tudo ocorre tão perfeitamente, aí surgem os ruídos e problemas de comunicação.

Segundo um estudo realizado pela Universidade de Toronto, no Canadá, 54% das queixas dos pacientes e 45% de suas principais preocupações passam desapercebidas pelos médicos durante uma consulta.

Os pesquisadores apontam que problemas Psicossociais – ou seja, aqueles relacionados simultaneamente à psicologia individual e à vida social – e Psiquiátricos são extremamente comuns em medicina geral e que, em 50% das consultas, os médicos não são capazes de diagnosticá-los.

O estudo mostra ainda que em pelo menos metade das consultas, médicos e pacientes discordam da natureza do sintoma apresentado.

Principais problemas de comunicação entre médico e paciente

De acordo com os pesquisadores, a ansiedade e insatisfação dos pacientes estão relacionadas com os seguintes problemas de comunicação:

  • *Incerteza: *os pacientes têm receio em relação aos resultados do tratamento;
  • *Falta de informação: *alguns pacientes não saem da consulta com todas as dúvidas respondidas. Muitas vezes acabam apelando para informações online para suprimir a falta de informação;
  • Explicação: quando um médico prescreve um tratamento, ele é o especialista naquela situação. Mas isso não é um impedimento para que sejam dadas explicações e que o paciente seja situado sobre sua situação e próximos passos;
  • Feedback: os pacientes querem saber a real opinião do médico sobre o caso. Muitas vezes isso fica esquecido pelo foco absoluto em oferecer uma solução;
  • Utilização de linguajar médico: palavras complexas dificultam o entendimento por parte do paciente de seu problema como, por exemplo, o uso de terminologias técnicas como “edema“, “cefaleia” e “sutura“, que são desconhecidas para a maioria das pessoas;
  • Interrupção durante a consulta: pacientes que são interrompidos enquanto explicam seus sintomas tendem a não informar suas principais preocupações.

Outro estudo, realizado com médicos pediatras em Paris, revelou que, de todas as palavras ditas ao longo de uma consulta, 83% são ditas pelo médico, onde 48% eram perguntas à mãe e apenas 3% respostas.

Todos estes dados sugerem uma relação entre médico e paciente excessivamente hierarquizada, com pouca interação de fato e um diálogo ineficaz.

De nada adianta um paciente obediente que está, ao mesmo tempo, perdido e inferiorizado.

Uma boa comunicação entre médico e paciente está diretamente relacionada a *resultados positivos à saúde do paciente – *que passa a participar de forma mais ativa em seu tratamento.

comunicação entre medico e paciente

Por fim, os pesquisadores afirmam que explicar e compreender as preocupações dos pacientes – mesmo quando elas não podem ser resolvidas – resulta na queda significativa de ansiedade, o que aumenta sua satisfação e, mais importante, os resultados clínicos positivos ao longo do tratamento.

Podemos inferir pelos estudos que a comunicação clínica humanizada é, portanto, uma componente importante das boas práticas médicas e, assim, um relevante tema da Gestão em Saúde que trata da relação entre o médico e paciente.

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