Tecnologia e idosos na saúde

Idosos e tecnologia na saúde: entenda a importância dessa relação

Maria Beatriz Oliveira Tecnologia na Saúde Leave a Comment

Leia em 4 min.

O envelhecimento da população é uma tendência global, e a tecnologia será uma grande aliada para que a qualidade de vida dos idosos melhore de maneira progressiva.

Segundo a OMS, até 2025, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos, o que constituirá um total de aproximadamente 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos.

A longevidade da população é uma conquista. Contudo, como agregar qualidade de vida aos idosos? 

Por meio das inovações tecnológicas, é possível alcançar melhorias na saúde, na autoestima, e até na segurança em ambientes domésticos.

Continue a leitura e entenda como você pode colaborar para que os idosos sejam mais independentes, felizes e seguros com o auxílio das novas tecnologias.

Vamos lá?

Os benefícios das tecnologias na saúde para os idosos

Ao contrário do consenso geral, os idosos têm sim interesse e disposição em adotar as tecnologias. 

Devido à grande evolução da área da Medicina, facilitar ao máximo essa integração passa também a ser parte da responsabilidade de todos os profissionais de saúde.

Para tal, deve-se levar em conta todo o processo de envelhecimento, e os desafios inerentes a ele, tanto na parte da saúde, quanto na parte emocional.

Afinal, com o passar dos anos, algumas habilidades motoras e intelectuais podem ser reduzidas, constituindo-se como fator limitante e até mesmo prejudicial para realização de algumas atividades.

À vista disso, as tecnologias na saúde são excelentes ferramentas voltadas a demandas e condicionalidades do processo de envelhecimento.

Elas podem melhorar as condições de saúde de modo geral, a autoestima, auxiliar técnicas de cuidado em ambientes hospitalares, facilitar a mobilidade, comunicação, e a segurança dos ambientes domésticos.

Hoje, existem wearables capazes de avisar sobre quedas, aplicativos de saúde para lembrar de medicamentos, e a Teleconsulta, que fornece atendimentos de qualidade sem que o paciente precise se deslocar.

Além de tudo, a tecnologia constitui novos objetivos aos idosos, fornecendo novas oportunidades no trabalho e lazer.

Saiba mais sobre o impacto das tecnologias na saúde no vídeo a seguir:

3 dicas para facilitar a integração entre idosos e tecnologia

Casas inteligentes com sensores de queda, Teleconsulta, assistentes pessoais que monitoram a saúde, sistema de gestão de doenças crônicas, e aplicativos que ajudam a aumentar a atividade física e motora.

Embora possam parecer parte de um filme de ficção científica, diversos avanços como esses vêm sendo implementados a cada dia na Medicina.

São praticidades que colaboram com práticas médicas modernas, as quais visam não apenas o tratamento das doenças, mas sim o cuidado com a saúde

Os idosos podem e querem ser inseridos no novo contexto. Confira a seguir como você também pode ajudar neste processo!

1. Identifique os recursos mais adequados

Existem wearables capazes de identificar uma queda – ou um possível AVC – a partir de dados coletados em tempo real, e enviar um alerta no mesmo momento para o médico ou cuidador.

Essa tecnologia pode ser extremamente útil para idosos e pacientes com labirintite, alguns até indicam como o paciente pode proceder diante de tal situação.

Assistentes virtuais também podem ajudar a ligar para amigos e parentes, enviar mensagens, achar melhores caminhos, pedir táxi e fazer pesquisas.

Os assistentes também atuam com comandos de voz que podem solicitar a realização de uma ligação.

Com tantos recursos disponíveis, é importante identificar quais deles são mais adequados para a situação de cada paciente. E trabalhar de forma a conscientizá-los sobre novas facilidades.

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2. Apresente quais recursos tecnológicos podem facilitar a vida do idoso

Dentre tantas inovações, quais delas podem agregar mais valor à vida dos idosos?

Aqui, é importante identificar e analisar os recursos. Deve-se pensar nas características do consumidor e reduzir ao máximo os obstáculos.

Além do mais, o usuário deve ser estimulado a experimentar e entender qual será o benefício do uso da tecnologia em questão, o que, por consequência, aumentará a vontade de usá-la.

Toda essa conscientização pode ser feita com o uso de um software médico via envio de e-mails personalizados e automatizados para os pacientes.

Dessa maneira, você educa os pacientes e cuidadores acerca de todas as inovações, e ainda nutre um bom relacionamento com os mesmos, aumentando a chance de fidelização.

A adoção de wearables, pílulas digitais, e aplicativos user friendly, ou seja, que são fáceis e amigáveis de usar, também são ótimas opções.

3. Explique como usar com clareza e ofereça apoio

A falta de clareza durante o aprendizado das novas tecnologias é apontada pelos idosos como uma das principais dores da incorporação dos usos no dia a dia.

Fornecer orientações humanizadas e colocar-se como disposto a solucionar possíveis dúvidas é uma postura que pode colaborar.

Por exemplo, na adoção da Telemedicina, é importante que os médicos enviem dicas, tutoriais e perguntas frequentes, de forma que o paciente se sinta acolhido e confortável com a nova prática.

Nesse ponto, os profissionais de saúde também podem pedir o auxílio de alguma pessoa próxima ao idoso para ajudar na incorporação, para facilitar o processo com cuidado e empatia.

Você pode enviar comunicações via e-mail tanto para o idoso, como para o cuidador com um passo a passo, instruções sobre exames, dicas para melhorar a qualidade de vida, e tutoriais sobre algum recurso específico.

O mais importante é entender que muitas tecnologias são coisas completamente novas, e é normal o surgimento de dúvidas ou desconfianças. 

Por fim, cabe aos médicos e todos os demais profissionais da saúde ajudarem a promover o empoderamento dessa população por meio dos estímulos à interação. 

Essa postura proporciona o acesso à informação e possibilita ao idoso uma participação ativa na identificação de seus problemas, e na compreensão de como as tecnologias podem ajudar a solucioná-los.

Dessa forma, pode-se contribuir com uma qualidade de vida aliada ao mundo moderno, garantindo aos idosos mais autoestima, saúde, felicidade, e pertencimento.

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Sobre o autor

Maria Beatriz Oliveira

Especialista em Marketing de Conteúdo e estudante de Marketing na Uninter.