Descubra quais são os 7 avanços da medicina mais recentes

Descubra quais são os 7 avanços da medicina mais recentes

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A medicina não para de se desenvolver, principalmente com tantos avanços tecnológicos na área. Pensando nisso, separamos as principais inovações para que você possa se manter sempre atualizado.

Os avanços da medicina aliados às novas tecnologias têm proporcionado inovações que, até então, eram imaginadas apenas nos filmes de ficção científica. Porém, este mundo que parecia tão distante, como o  de ciborgues e inteligência artificial pode estar mais próximo do que imaginamos.

A medicina e a tecnologia, em conjunto, têm dado passos bastante largos, rumo a novidades que têm visado a prevenção e o tratamento de doenças graves, bem como um aumento na expectativa de vida mundial.

Quer saber os mais recentes e promissores avanços da medicina? Continue lendo o conteúdo e fique atualizado.

1. Robôs cirúrgicos

Os procedimentos cirúrgicos com robôs já são uma realidade no mundo inteiro, realizando procedimentos de alta complexidade com a mais alta precisão.

Essa realidade permite cortes menores em cirurgias, proporcionando uma recuperação mais rápida para o paciente. No Brasil, estima-se que existam cerca de 41 robôs voltados para essa área, localizados em hospitais premium, como Albert Einstein, Nove de Julho e até mesmo em algumas unidades do SUS.

Segundo o relatório divulgado pelo Instituto Coordenadas de Gobernanza y Economía Aplicada da Espanha, é de se esperar um grande avanço da tecnologia na saúde, em especial com relação ao robôs cirúrgicos. Atualmente, as máquinas não assumem em totalidade as funções dentro das salas de cirurgia.

Com isso, a ideia é torná-los cada vez mais integrados ao invés de serem apenas uma mera ferramenta, com o objetivo de melhorar seus aspectos de adaptabilidade e versatilidade.

2. Inteligência Artificial

A inteligência artificial aplicada à medicina está focada em armazenamento dos dados dos pacientes na nuvem. Estes podem ser consultados por outros profissionais em tempo real, e auxiliam também no diagnóstico com associação de sintomas à determinadas patologias.

As melhorias planejadas no sistema visam aumentar sua eficiência em relação ao armazenamento de dados relacionados à saúde de toda a população.

Com a inteligência artificial será possível associar os sintomas e associá-los ao histórico do seu paciente, indicando assim as possíveis doenças que o paciente poderá desenvolver. Este avanço poderá reduzir o tempo de espera para um diagnóstico preciso, algo decisivo em casos de urgência.

Dessa forma, quanto mais integrados esses dados estiverem, maior será a possibilidade de prevenção de diversas doenças.

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3. Próton Terapia

O tratamento com prótons é um dos avanços da medicina mais importantes no que diz respeito ao combate ao câncer.

Nos casos de radioterapias comuns, tecidos saudáveis podem ser atingidos e posteriormente desenvolverem tumores induzidos por essa radiação. A terapia com feixe de prótons tem se mostrado mais eficiente, visto que não atinge tecidos saudáveis e não apresenta riscos de induzir outros tumores posteriormente.

A nova forma de tratamento já apresenta ótimos resultados, causando danos menores e, neste ano, segundo o Instituto Coordenadas de Gobernanza y Economía Aplicada, a ideia é expandir e aumentar cada vez mais a precisão do tratamento, fazendo com que seja o principal aliado na luta contra o câncer.

4. Novo fármaco no combate ao câncer de mama

No ano de 2018, a Anvisa liberou para comercialização um novo medicamento desenvolvido pela Pfizer para combater o câncer de mama. O palbociclibe é utilizado especialmente em casos mais avançados, nos quais já ocorreu o comprometimento de boa parte da região mamária ou até mesmo a multiplicação de tumores para outras áreas do corpo.

O tratamento é realizado aliando o medicamento com outras substâncias como letrozol ou fulvestranto. Com isso, os estudos que garantiram a liberação do medicamento indicaram que houve contenção da progressão da doença por até 25 meses.

5. Novo remédio para hemofilia

Outro medicamento liberado recentemente pela Anvisa foi o emicizumabe, desenvolvido para auxiliar no tratamento da hemofilia. A doença, que causa sangramentos prolongados interno ou externamente, possui alguns subtipos, sendo o subtipo A presente em 80% dos casos.

A princípio, o novo medicamento focava em pacientes do subtipo A com deficiência no fator de coagulação VIII. Segundo o estudo Heaven 3, a nova droga reduziu em 96% os índices de sangramento nos pacientes hemofílicos que participaram dos testes, reduzindo também em 68% a taxa anual de sangramento.

O tratamento é realizado com injeções intravenosas que são aplicadas pelo menos 3 vezes por semana, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Os bons resultados fizeram com que a Anvisa liberasse o medicamento para todos os pacientes do tipo A, independente do fator de coagulação.

6. Telemedicina

A telemedicina é uma forma de complementar, e não substituir, o tratamento médico presencial, utilizando as novas tecnologias para realizar acompanhamento médico remoto.

A medida ainda é polêmica, mas segundo estudos recentes divulgados pela Universidade de Londres, o recurso pode ajudar a engajar os pacientes no tratamento de doenças.

Para o estudo, os voluntários se dividiram em dois grupos nos quais um deles receberia tratamento presencial de 3 a 5 vezes por semana, enquanto o outro grupo foi orientado a enviar vídeos aos especialistas sempre que ingerissem a medicação.

O estudo apontou que 70% dos pacientes que pertenciam ao grupo de telemedicina seguiram o tratamento durante os 2 meses estipulados, enquanto o resultado no grupo presencial foi de 31%.

Dentre os benefícios da telemedicina, está o fato da economia de tempo, tanto dos médicos quanto dos pacientes, além da utilização de menos recursos durante o processo, barateando o atendimento e facilitando o acesso.

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7. Dispositivos

Um dos avanços da medicina que têm causado curiosidade é a utilização dos gadgets para monitorar a saúde. As últimas edições do Apple Watch sempre tiveram funcionalidades voltadas para a saúde e o bem-estar. Contudo, isto parece estar evoluindo para um novo patamar à medida que os aparelhos poderão começar a identificar problemas de saúde como arritmias e outros problemas do coração.

Segundo estudos preliminares divulgados pela Universidade de Stanford, em uma pesquisa realizada com 419 mil usuários, 0,5% receberam alerta de que seus batimentos estavam irregulares. Destes que receberam o alerta, 450 procuraram por especialistas e foi detectada fibrilação atrial em 153 pessoas. A tendência é que a sensibilidade e precisão dos aparelhos seja aperfeiçoada nos próximos modelos, podendo se tornar um importante aliado na prevenção de doenças cardíacas.

Os avanços na medicina beneficiam tanto os profissionais da área, bem como os pacientes. Com diagnósticos precisos e rápidos, e tratamentos mais efetivos, os médicos poderão salvar cada vez mais vidas e melhorar o bem-estar dos seus pacientes.

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Sobre o autor

Deisi Gois

Analista de conteúdo na Escale, com foco na elaboração de materiais para a Amil. Formada em jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie.