Geração COVID-19: como acompanhar as mudanças de comportamento dos pacientes?

Geração COVID-19: como acompanhar as mudanças de comportamento dos pacientes?

Yasmim Mayumi Tecnologia na Saúde Leave a Comment

Leia em 6 min.

Última atualização em 06/07/2021 por Yasmim Mayumi

A Geração COVID-19 foi marcada pela pandemia e pela dependência da tecnologia para manter interações sociais. Essa geração também traz expectativas diferentes em relação ao atendimento médico.

Clique no player para escutar o áudio do conteúdo:

A Organização Mundial da Saúde declarou em 11 de março de 2020 a pandemia de coronavírus no mundo.

O que muitos pensaram que iria durar algumas semanas, já completou um ano e, no Brasil, contabiliza mais de 300 mil mortes. O impacto da pandemia atinge muito mais que a saúde mental e física dos pacientes.

Veja este trecho adaptado da pesquisa sobre as mudanças de comportamento dos brasileiros adultos na pandemia da Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde:

“Os brasileiros aumentaram o tempo dedicado às telas (TV, tablet e/ ou computador), reduziram o consumo de alimentos saudáveis, como também o consumo de cigarros e de álcool, em decorrência das restrições sociais impostas pela pandemia.”

Continue a leitura e descubra o que é a Geração COVID-19, quais são os impactos pós-pandemia e como os profissionais de saúde podem se preparar.

Quem faz parte da Geração COVID-19?

As gerações são conhecidas como grupos de pessoas nascidas na mesma época e que foram influenciadas por um notável momento histórico.

A Geração COVID-19, também conhecida como Geração C, não está completamente definida. Algumas pessoas consideram como parte dessa geração apenas aqueles que nasceram depois de 2016, ou em 2020.

Alguns pesquisadores defendem que a Geração C deve representar não apenas os recém-nascidos, mas todas as crianças impactadas pela pandemia, principalmente as de 7 a 9 anos.

Imagine ser uma criança de 10 anos, em 2021, e ter passado 1/10 da vida em quarentena, longe da escola, dos amigos, dos avós e dos parentes. Uma situação extremamente difícil, não concorda?

Sociológicos argumentam que os jovens também devem ser incluídos, como estudantes universitários, e afirmam que a Geração COVID-19 pode se estender até 2030.

Apesar da definição ainda não estar formada, um fato é inegável: a preocupação com o desenvolvimento das crianças em tempos de isolamento social se torna cada vez maior.

Geração COVID-19: como acompanhar as mudanças de comportamento dos pacientes?

Sem contar, é claro, com os jovens, adultos e idosos que estão passando por mudanças radicais em seus comportamentos, além de sintomas como ansiedade, depressão e estresse.

Dê uma olhadas nas definições de gerações anteriores:

  • Geração Silenciosa: nascidos entre 1925 e 1945, marcados principalmente pela Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial;
  • Baby Boomers: nascidos entre 1946 e 1964, são caracterizados pela explosão populacional nos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial;
  • Geração X: nascidos entre 1965 e 1980, acompanharam o início das inovações tecnológicas, como computador, internet, celular, impressora, entre outros;
  • Millennials: nascidos entre 1981 a 1996, são impactados fortemente pela internet, também conhecidos como o “consumidor empoderado” que deixa de receber informações passivamente;
  • Geração Z: nascidos em 1997, ainda não existe um ano final para essa geração, mas muitos acreditam que será até 2020, ou pelo menos antes do início da pandemia de COVID-19;
  • Geração C: sem anos definidos, mas provavelmente representará todas as crianças impactadas pela pandemia.

É importante enfatizar que os anos que definem cada geração não são um consenso geral entre os estudiosos. Alguns afirmam, por exemplo, que os millennials são nascidos entre 1928 e 1945.

Mesmo que não seja um consenso, é fundamental entender quais são as principais características da Geração COVID-19. Você pode saber mais sobre o “novo normal” dessa geração no vídeo abaixo. 😉

Como a Geração COVID-19 lida com a pandemia?

Os “bebês da pandemia” nasceram em uma época de distanciamento social, não tiveram contato com outras crianças e estão acostumados a ficar em casa. 

Muitos pais divulgam nas redes sociais as reações dos bebês vendo pela primeira vez outras crianças e pessoas, que costumam ser de surpresa ou medo.

Ao se tornarem adultos, eles provavelmente entrarão em um mercado de trabalho que estará acostumado com o home office, ou seja, as pessoas vão poder trabalhar de qualquer lugar do mundo

A Geração COVID-19 estará ainda mais conectada com a tecnologia, já que na pandemia, as pessoas perceberam que não precisam sair de casa para irem à consultas, assistirem aulas ou fazerem compras.

Entretanto, crianças de 7 a 9 anos estão sofrendo drasticamente com o distanciamento social, porque estavam acostumadas a irem à escola e brincarem com seus amigos.

Sentimentos como raiva, angústia, impotência e ansiedade são comuns em quem estava em uma vida “pré-pandemia”. Alguns estudiosos sugerem que os nascidos em 2020 podem desenvolver fobia social com o tempo.

Nesse sentido, a tecnologia foi fundamental para garantir que as pessoas não ficassem completamente isoladas. 

As aulas puderam continuar, assim como os atendimentos médicos para casos não emergenciais, por meio da Teleconsulta. Veja o depoimento da dermatologista Carolina Melo sobre sua experiência:

O fato dos bebês e das crianças serem orientadas a não se aproximarem de ninguém e usarem sempre máscara, gera um sentimento de perigo em relação ao outro, ao que está do lado de fora e às doenças.

Além disso, a Geração COVID-19 não consegue imaginar serviços como os de entretenimento, educação e saúde sem a tecnologia.

No futuro, serão jovens e adultos que não veem sentido uma empresa ter apenas trabalhadores presenciais ou uma clínica não ter inovações tecnológicas.

Como é possível lidar com uma geração tão diferente? Veja a seguir quais são as expectativas da Geração COVID-19 e como você pode superá-las.

Quais são as expectativas dos pacientes durante a após a pandemia? 

Mesmo antes da pandemia, o perfil do paciente digital se tornava cada vez mais comum. Afinal, estamos inseridos em uma sociedade que depende da tecnologia para realizar diversas atividades.

O paciente digital, seja ele da Geração COVID-19 ou não, é mais empoderado e tem acesso rápido a qualquer dado por meio da internet.

Sua expectativa é que seu médico mantenha contato não apenas durante a consulta, mas também no meio digital, seja por meio de e-mails, SMS, redes sociais, entre outros canais.

Baixe nosso eBook gratuito para conhecer todas essas estratégias:

Guia sobre marketing digital para médicos

Além disso, ele também espera a possibilidade de realizar Teleconsulta em atendimentos que não exigem o exame físico. Receber lembretes da consulta marcada, por exemplo, é algo básico.

Durante a pandemia as pessoas notaram a praticidade que as inovações tecnológicas conseguem entregar, seja por meio do home office, Telemedicina ou compras online.

E elas não querem mais viver sem essa praticidade.

Como atender às expectativas da Geração COVID-19?

O primeiro passo é um que com certeza você já domina: estar constantemente preocupado em oferecer um atendimento humanizado

Devido ao estresse e ansiedade causados na pandemia, cada vez mais os pacientes desejam ser atendidos por profissionais gentis, compreensivos e que buscam ir além de apenas entregar um diagnóstico.

Eles estão preocupados com a prevenção da saúde e querem ter um bom relacionamento com os profissionais que ajudam a cuidar dela.

Outro ponto essencial é conhecer profundamente a jornada do paciente, principalmente no que tange a jornada digital

Diferente do que muitos imaginam, a experiência com o atendimento médico não começa apenas na consulta. Assista nosso vídeo para entender mais sobre esse assunto:

Oferecer um agendamento online para o paciente agendar consultas de qualquer lugar, a qualquer hora, é uma forma de melhorar a jornada do paciente logo no começo, quando ele ainda não foi atendido.

Estratégias como o marketing digital também são essenciais, porque você consegue construir um relacionamento duradouro por meio da internet, um fator comum para qualquer membro da Geração COVID-19.

Softwares médicos que oferecem Telemedicina também são fundamentais, porque mostram para os pacientes que você está preocupado em oferecer o melhor da tecnologia.

Afinal, como mencionado ao longo do conteúdo, a Geração COVID-19 não consegue enxergar serviços essenciais desconectados das inovações tecnológicas.

Essas são as principais formas de atender às expectativas da Geração C. Tenho certeza que ao continuar seus estudos e aprimorar suas habilidades, você conseguirá superá-las ainda mais.

Quer aprender mais sobre a Telemedicina e como usá-la da melhor forma para cuidar de seus pacientes? Baixe gratuitamente nosso eBook:

eBook Telemedicina: aprenda todas as práticas legais do atendimento online!

Antes de ir, não se esqueça de compartilhar sua opinião nos comentários sobre a Geração COVID-19 e as mudanças de comportamento dos adultos no pós-pandemia. 🙂


Sobre o autor

Yasmim Mayumi

Especialista em Marketing de Conteúdo e produtora de conteúdo na iClinic. Graduanda em Letras - Licenciatura em Inglês e Português na Barão de Mauá em Ribeirão Preto.