Relação médico e paciente: Estabelecendo confiança mútua

Relação médico e paciente: como estabelecer confiança mútua?

Felipe Lourenço Marketing Médico

Leia em 3 min.

Última atualização em 29/10/2020 por

Um tratamento médico só será bem sucedido quando o paciente acreditar e confiar no seu médico.

Só assim a pessoa vai sair do consultório realmente decidida a fazer todo o tratamento prescrito, alterar a sua rotina de vida em busca da sua saúde e levar o tratamento até o final para que a doença seja verdadeiramente sanada ou pelo menos controlada.

Embora a confiança seja essencial, conquistá-la nem sempre é fácil.

Quantas pessoas já foram em vários médicos, ouviram o mesmo diagnóstico, o mesmo tratamento e só começaram a seguir quando foram a um profissional que realmente as deixou seguras?

É esse profissional que todo médico precisa ser: o que passa segurança ao paciente e consegue que ele seja fiel às orientações, obtendo sucesso no protocolo terapêutico.

Por que conseguir a confiança do paciente?

A primeira coisa para pensar é que, para ter sucesso em sua profissão e nos protocolos terapêuticos estabelecidos, é preciso que o paciente não apenas tome os medicamentos corretos, mas também conte tudo o que sabe e sente.

Afinal, a anamnese bem feita é essencial na rotina clínica e ela só é possível com a cooperação do paciente.

Isso só acontece quando há confiança na relação médico e paciente.

Além disso, o próprio paciente, quando ouvido, acaba dando dicas e pistas sobre a sua vida que podem colaborar não apenas para o diagnóstico do problema atual, mas também para evitar o desenvolvimento de novas doenças ou até que ela transmita algo a sua família.

Outro fator que implica fortemente nesta relação é de que é comum que os pacientes apresentem mecanismos psicológicos de defesa na hora da consulta. Isso acontece por várias razões e é um tema que não deve passar desapercebido, pois está diretamente relacionado ao sucesso do tratamento.

Lembre-se de que, como todo profissional de saúde, o médico precisa enxergar o indivíduo como um todo e levar em conta a sua atuação na sociedade. Por isso, além do tratamento, é necessário agir para impedir a disseminação da doença.

Como já falamos, o protocolo correto só será realizado se o paciente sair da consulta feliz, satisfeito e confiando no médico.

Microbook Grátis: Conheça 3 técnicas simples para aumentar o número de pacientes na clínica. Clique aqui!

 

Como se tornar esse profissional?

Como em qualquer outra relação humana, a confiança plena é algo conquistado aos poucos.

Se depois da primeira consulta o seu paciente voltar a você e quando chegar tiver realmente cumprido o protocolo estabelecido, pode ser um sinal de que as coisas estão começando a dar certo.

Para isso, é essencial saber ouvir.

Uma das maiores reclamações dos pacientes é o atendimento impessoal de alguns médicos, que fazem consultas de menos de cinco minutos e nem ao menos estabelecem contato visual com o paciente.

Por isso, para se tornar um médico que possui a confiança dos pacientes, é preciso saber ouvir e explicar tudo com calma ao paciente.

Além do sucesso no tratamento e de uma boa relação, este é um fator que influencia diretamente na indicação do médico por parte de seus pacientes e na reputação do profissional de saúde.

Prolongue o tempo de consulta, ouça o que ele tem a dizer.

Lembre-se de que o paciente estará cheio de dúvidas e muitas vezes, até mesmo medo. Esteja preparado para esclarecer tudo e seja sempre sincero.

Seja agradável, sincero, trate bem as pessoas, olhe nos olhos, não dê palpite do que foge da sua alçada e certamente a relação entre você e seu paciente será melhor e de confiança.

Para fechar, a nossa dica é enviar um e-mail desejando feliz aniversário. É uma ótima maneira de engajar seus pacientes. Essas mensagens, apesar de muito simples, têm a capacidade de aproximar os pacientes e aumentar a satisfação deles com sua clínica. Saiba como automatizar isso aqui.

Cadastre-se na Newsletter do iClinic

Sobre o autor

Felipe Lourenço

Fundador da iClinic, empresa de software médico em nuvem líder na América Latina. Graduado em Informática Médica pela Universidade de São Paulo (USP), especialista de Tecnologia em Gestão em Saúde, com passagens pelo mercado europeu e pelo Vale do Silício, possui mais de dez anos de experiência no setor.