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Tudo o que você precisa saber sobre Prontuário Eletrônico

O prontuário eletrônico já é realidade em 30% dos estabelecimentos de saúde do Brasil.

Essa ferramenta tem se mostrado muito eficiente e segura para obter informações corretas e seguras do histórico dos pacientes. Tanto que nos Estados Unidos o Governo Federal criou um incentivo financeiro para que médicos e clínicas adotassem essa funcionalidade a fim de criar um cadastro da saúde da população americana.

Confira como se adequar a essa nova realidade e como aproveitar as vantagens de um sistema de prontuário online.

O que é prontuário?

A palavra prontuário tem origem no latim promptuarium e tem como significado: “lugar onde são guardadas coisas de que se pode precisar a qualquer momento”.
 

O termo “prontuário médico” mantém esse significado, já que concentra os registros da saúde de um paciente, com informações essenciais desde seu nascimento até sua morte.

A maneira mais utilizada para se armazenar essas informações através dos anos é o registro em papel. Entretanto, essa forma de reunir os dados está exposta a vários riscos, como: extravio, quebra de sigilo e corrosão pelo tempo.

Outro problema do papel é a falta de mobilidade dos dados, e a necessidade de ser “refeito” a cada médico novo com que o paciente se consulta. Isso faz com que as informações sejam muitas vezes incompletas ou omitidas.

Em um contexto em que a Medicina avança, possibilitando conhecer mais sobre as doenças e o funcionamento do corpo com exames mais específicos, e o progresso da informática na área da saúde, criou o ambiente perfeito para o desenvolvimento do Prontuário Eletrônico.

prontuario eletronico ou papel

Quando foi criado o Prontuário Eletrônico?

Os primeiros sistemas de prontuário eletrônico começaram a surgir nos Estados Unidos a partir dos anos 60.

Como os computadores não eram tão populares, a adesão inicial ficou por conta de grandes hospitais em parceria com universidades, como Harvard.

A partir dos anos 80, cresceram os esforços para a informatização da saúde, tanto que em 1991, o Institute of Medicine – IOM (órgão de estudos sobre a saúde norte-americana) publicou um relatório pedindo a eliminação de registros de pacientes baseados em papel dentro de 10 anos, mas o progresso tem sido lento, e mesmo em 2016 este objetivo ainda não foi alcançado.

No Brasil, a regulamentação do Prontuário Eletrônico Digital foi implementada em 2002, quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) definiu suas características gerais na resolução 1638.

Como é nos EUA

Nos Estados Unidos, o próprio Governo Federal criou uma lei de incentivo aos prontuários eletrônicos.

Com a promulgação do Health Information Technology for Economic and Clinical Health Act (HITECH ACT) em 2009 e do Affordable Care Act (ObamaCare), em 2010, médicos, consultórios e hospitais americanos podem receber investimentos financeiros do governo após implantarem os prontuários eletrônicos e manterem esses dados dos pacientes atualizados.

Obviamente, o pagamento só é feito após o uso do prontuário eletrônico ser comprovado em todas as fases de atendimento ao paciente. A regulamentação alerta até para uma auditoria que pode ser feita na clínica para verificar a utilização desses sistemas.

Os esforços têm se mostrado efetivos. Segundo os dados da Coordenação Nacional de Tecnologia na Saúde, em 2014, 83% dos médicos nos Estados Unidos usavam algum tipo de prontuário eletrônico.

Ainda de acordo com os dados de 2014, mais de 8 em cada 10 médicos americanos relataram usar o prontuário eletrônico nas seguintes atividades: prescrição de medicamentos, anotações da consulta, alergias e sensibilidades dos pacientes e visualização de exames laboratoriais.

A implantação dos prontuários eletrônicos nos EUA está programada para acontecer em três etapas. A primeira delas tem como metas:

  1. Capturar as informações de saúde dos pacientes em um padrão comum em todo o país;
  2. Usar essas informações para criar padrões clínicos nos estados e regiões;
  3. Medir a qualidade da saúde no país;
  4. Engajar pacientes e familiares no cuidado com a própria saúde.

O objetivo final dessa campanha de informatização dos prontuários é melhorar a saúde da população, afinal, um prontuário eletrônico pode ser acessado por mais de um médico, e em qualquer lugar, além de ser muito mais prático em situações de emergência.

Com o passar dos anos, a ideia é criar um perfil de cada paciente em uma rede de prontuários nacional.

Assim, cada consulta e cada informação sobre a saúde daquela pessoa estará a disposição para as várias especialidades médicas com as quais ela se consulta.

Esse “perfil” também estará acessível para o próprio paciente, para que ele se conscientize e se empodere em relação ao cuidado com a sua saúde.

Brasil: Adesão e Projeto de Lei

A resolução 1638/2002 do CFM define prontuário do paciente como “um documento único constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registradas, geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo”.

Em 2007, o CFM autorizou o uso de sistemas informatizados para o arquivamento e registro deste tipo de informação.

Foi feita uma pesquisa sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nos estabelecimentos de saúde brasileiros – TIC Saúde 2014, que entrevistou mais de três mil profissionais e estabelecimentos.

A pesquisa aponta que apenas 23% dos estabelecimentos de saúde brasileiros utilizam o prontuário totalmente eletrônico. Ainda segundo essa pesquisa, 74% das clínicas e consultórios ainda utilizam papel para registrar os dados dos pacientes.

prontuario eletronico no brasil

No Estado de São Paulo tramita um Projeto de Lei que visa substituir o prontuário de papel por prontuários eletrônicos em todos os hospitais públicos e privados do Estado. Outros projetos parecidos estão em tramitação em outras regiões do Brasil, como Rio de Janeiro e Mato Grosso.

Em nível nacional, está em trâmite um Projeto de Lei do Senado (PLS 474/2008) que determina a criação do prontuário eletrônico de todos os pacientes de SUS.

A medida tem por objetivo criar um cadastro de pacientes que poderá ser acessado em todo o país por profissionais da saúde, assim como no projeto americano.

Caso de Sucesso: Dr. João Paulo Moreira Carvalho

O Dr. João Paulo Moreira Carvalho é cardiologista em Niterói, no Rio de Janeiro.  Ele diz que já chegou a usar prontuário de papel ao longo da sua carreira, mas, sem dúvidas, prefere o prontuário eletrônico.

O prontuário eletrônico é muito melhor porque podemos acessar a ficha do paciente a qualquer hora e de qualquer lugar, é muito mais prático”, explica

Conclusão

Segundo a Coordenação Nacional de Tecnologia na Saúde do Estados Unidos, "os prontuários eletrônicos não são só uma coleção de dados que devem ser guardados, são vidas".

A implementação de um sistema de prontuário eletrônico está baseada em três características principais: Privacidade e Confidencialidade, Segurança e Integridade.

Privacidade e Confidencialidade têm relação com o sigilo das informações sobre o paciente e a visualização desses dados apenas por pessoas autorizadas e nos momentos adequados para garantir o atendimento de qualidade.

Por isso os diferentes níveis de acessos nos sistemas eletrônicos, ou seja, o que o médico vê sobre o paciente, não é o mesmo que uma secretária pode ver, por exemplo.

A Segurança também está relacionada com o acesso às informações. Uma boa segurança dos registro de saúde que permite o armazenamento adequado na rede e acesso autorizado por meio de senhas e outros recursos que evitam manipulação, destruição e até roubo dessas informações.

Integridade se refere à confiança de os dados uma vez inseridos não serão modificados, vão se manter íntegros e verdadeiros ao que foi dito pelo paciente.

Ou seja, um sistema de prontuário eletrônico traz benefícios tanto para os médicos, pela agilidade e praticidade no atendimento, quanto para os pacientes, que em um projeto de longo prazo podem acompanhar a evolução da sua situação de saúde.

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