relação médico e paciente

Tecnologia na Medicina: enfraquece ou empodera o médico?

A velocidade com que a tecnologia está invadindo a área da saúde é tamanha que muitos médicos ainda não descobriram como tirar proveito desta nova realidade no dia a dia do consultório.

Além disso, alguns também se sentem desorientados em relação às regulamentações e limitações éticas do setor e preferem manter uma postura passiva: “se o paciente me pedir, eu uso”. Esse é o caso de aplicativos de redes sociais como Facebook e WhatsApp.

Mas vamos pensar o seguinte: praticamente todos os setores da economia estão fazendo uso de ferramentas tecnológicas como aplicativos que permitem a troca de mensagens, para se aproximarem de seus clientes.

Os bancos enviam SMS aos correntistas, as companhias aéreas confirmam compras e horários de vôos por meio de envio de mensagens aos clientes, os taxistas estão aumentando a demanda de corridas por conta do uso de aplicativos móveis e até mesmo os restaurantes embarcaram nesta tendência, de clicar, pedir e pagar via internet.

Em relação às regulamentações do setor, vale lembrar que *o Conselho Federal de Medicina reprime o marketing sem ética e em redes sociais abertas sem política de segurança. *

* *

Priorize as alternativas que seguem à risca essas normas – e, acredite, elas existem.* *

Nas instituições de saúde o uso da tecnologia aliada à comunicação também é uma realidade.

O Hospital HCor (Hospital do Coração), por exemplo, utiliza uma solução de comunicação que alerta e notifica os médicos do Pronto-Socorro sobre cada novo resultado de exame retificado e crítico que foi atualizado no sistema e ainda disponibiliza por aplicativo a agenda de consultas atualizadas para seus médicos.

Desta forma, o Hospital garante a segurança e agilidade clínica e melhora a comunicação na área médica.

Se os médicos já usam a tecnologia no seu dia a dia dentro das instituições de saúde, porque ainda ficam reféns da dúvida e da insegurança em utilizá-la para melhorar a eficiência do atendimento clínico nos consultórios?

A decisão é sua, doutor!

Na página americana The Health Care Blog, o colunista Niam Yaraghi, reforça que os médicos precisam encarar a tecnologia como uma forma de incrementar seu orçamento e aumentar o valor recebido por seus atendimentos, principalmente os que ainda dependem do pagamento dos planos de saúde.

A interação e o acompanhamento entre consultas pode gerar grande valor para o paciente, o que em contrapartida pode se tornar uma nova fonte de renda para o médico.

Se esse é um ponto de atenção nos EUA, em que a economia é muito mais sólida do que em nosso país, a reflexão se potencializa ainda mais para os médicos brasileiros, que, muitas vezes, recebem valores baixíssimos pelas consultas de convênio médico e ainda têm pouco tempo para dedicar a cada paciente.

Portanto, a oportunidade de mudar esse cenário é agora. A tecnologia é uma facilitadora para isso.

Já há aplicativos de comunicação reinventando a relação médico-paciente, trazendo mais qualidade, agilidade, interação, eficiência e segurança na conversa fora do consultório.

E isso deve ser comemorado, afinal, o médico tem a possibilidade de oferecer um acompanhamento clínico muito mais próximo do paciente, que se intercala com as consultas presenciais e complementa o tratamento. Ele pode, por exemplo, registrar toda a troca de conversas feita via app e acessá-la a qualquer momento. Resumindo, ele não perde o histórico do paciente e ainda consegue orientá-lo de qualquer lugar.

Se a tecnologia tira ou dá poder ao médico quem vai decidir é o próprio profissional.

Se a decisão do que fazer demorar muito, com certeza, o médico acabará sendo engolido pelo avanço tecnológico. O mais seguro é entender o que a tecnologia tem a oferecer, entender suas limitações e combinar com os pacientes a forma mais adequada de utilizá-la.

Sobre o autor:

Daniel Branco é médico pela UFRGS, neurologista e doutor em neurociências pela PUCRS, pós-doutor em mapeamento cerebral pela Harvard Medical School e MBA pela Wharton School of Business. Nesta última década, vem desenvolvendo uma carreira dedicada à criação de tecnologias e negócios para a saúde. É fundador e CEO do Medicinia, plataforma online de conectividade médico-paciente para consultórios, clínicas e hospitais.

*Este post foi feito em parceria com a Medicinia. Leia esse e outros artigos sobre a relação médico e paciente acessando: https://relacaomedicopaciente.med.br/.

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