Tecnologia na Saúde

Nanotecnologia na saúde: o que é e quais seus impactos

A nanotecnologia na saúde é uma das inovações mais revolucionárias dos últimos tempos e vem ganhando destaque na mídia

Os recentes avanços na nanotecnologia está transformando o setor de saúde, os diagnósticos e os tratamentos, trazendo novidades aos dispositivos médicos. Um exemplo é a melhora da eficiência de um medicamento devido a sua maior “velocidade de entrega”, proporcionando assim, um melhor tratamento aos pacientes.

Mas o que é exatamente a nanotecnologia na saúde? Podemos definir como uma prática da medicina moderna que envolve a manipulação da matéria em níveis moleculares ou atômicos.

Quer saber mais sobre a nanotecnologia na saúde e os seus impactos? Continue com a gente nesse artigo e tire todas as suas dúvidas.

O que é nanotecnologia na saúde?

A nanotecnologia é um conjunto de ações, pesquisas e descobertas aplicados em prol da saúde humana, também conhecido como nanociência. Por trabalhar com processadores extremamente pequenos (os nanorobôs, invisíveis a olho nu), a nanotecnologia tem acesso até às células mais profundas, dificilmente atingíveis por outros meios, através de injeção direta na corrente sanguínea do paciente ou da ingestão de pílulas e comprimidos, entre outros métodos.

Alguns exemplos de aplicações práticas incluem desde a descontaminação de um ambiente inóspito e o desenvolvimento de drogas artificiais, até a regeneração de tecidos corporais e combate contra vírus e bactérias. Atualmente, é a principal esperança para a cura de doenças como câncer e Alzheimer.

Existe uma possibilidade bem maior de manipular um grande número de moléculas biológicas, de forma rápida e precisa. Além dessa precisão e velocidade, os componentes desses materiais nanométricos podem apresentar propriedades físico-químicas diferentes das vistas em tamanho real.

Dessa forma, o diagnóstico que antes era pouco provável ou muito demorado, agora possa ser feito em segundos. O interessante é que o uso das micropartículas não apenas gera soluções médicas inovadoras, como aprimora descobertas mais antigas.

É o caso da técnica da Espectroscopia Raman de Superfície Aprimorada (SERS), datada de 2006, mas que só agora começou a ser, de fato, aplicada mundialmente devido às práticas nanotecnológicas. A análise é feita pela oscilação de frequência de um laser infravermelho, que pode ou não refletir DNAs e RNAs virais.

A possibilidade de diagnosticar casos de HIV em até uma hora, reconstruir certos tecidos humanos e desobstruir coágulos sanguíneos no cérebro de maneira menos invasiva para evitar AVCs são projetos em andamento e que podem, no futuro breve, mudar a história da medicina graças à nanotecnologia.

Desafios e fraquezas da nanotecnologia na saúde

Apesar de todas as esperanças, é claro que, por ser uma inovação ainda recente, há muitos pontos a serem aprimorados. Esta é uma breve análise sobre os principais desafios e dificuldades enfrentados no campo da nanociência.

Um dos fatores mais preocupantes é a má orientação no tratamento de pacientes, o que pode alterar processos e danificar células saudáveis. O fato de ser uma tecnologia recente que envolve a manipulação genética e pode gerar reações adversas de alcance ainda desconhecido em alguns casos também gera insegurança por parte de algumas pessoas.

Outras questões que podem ser vistas como improdutivas quando falamos sobre a nanotecnologia na área da saúde é o método de programação dos robôs e a falta de conscientização e recursos.

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Os benefícios dos tratamentos com nanorobôs

Como todo contra tem seu pró, existem diversas vantagens e oportunidades apresentadas em tratamentos realizados com nanopartículas. O mesmo site que fez a avaliação dos pontos fracos também oferece uma visão geral sobre os benefícios que a inovação pode trazer para médicos e pacientes.

Dentre os mais promissores estão maiores segurança e eficácia no tratamento com medicamentos, toxicidade reduzida, diagnósticos mais fáceis, rápidos e precisos. Além disso, existe uma maior possibilidade de descoberta e cura de doenças que não podem ser tratadas com métodos da medicina tradicional.

Outro ponto positivo é que, em geral, os tratamentos são mais curtos do que os feitos com abordagens clássicas, o que aumenta o conforto do paciente e garante melhores resultados em menor tempo. Ademais, a previsão é que mais e mais países passem a investir na nova tecnologia dentro dos próximos anos.

O que dizem os números

Em 2016, o mercado global da nanomedicina valia cerca de 134 bilhões de dólares. A previsão é que a taxa de crescimento seja de 14% a cada ano - o que significa que o valor deve passar de 151 bilhões de dólares em 2017 para 293 bilhões de dólares em 2022.

Os dados são de um estudo publicado em setembro do ano passado, que analisou prognósticos de categorias terapêuticas incluindo condições cardiovasculares e infecciosas, doenças relacionadas ao sistema nervoso central e câncer. Os países envolvidos foram Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Inglaterra, Itália e Espanha.

Segundo a Unesco, no Brasil as coisas ainda estão lentas nesse sentido, embora o país já tenha acordado para a nanotecnologia há alguns anos.

“O número de artigos sobre o tema aumentou de 5,5 para 9,2 por milhão de habitantes entre 2009 e 2013, embora o número médio de citações por artigo diminuiu durante o mesmo período, de 11,7 para 2,6. A produção brasileira sobre nanociência representa 1,6% do total mundial, comparada com 2,9% dos artigos científicos do país em geral.”

Ainda assim, em 2008 o Brasil fez um investimento estratégico na área ao criar o Laboratório Nacional de Nanotecnologia para Agricultura (LNNA) e, três anos depois, o Laboratório Nacional Brasileiro de Nanotecnologia (LNNano).

O jornal Gazeta do Povo conversou com Valtencir Zucolotto, especialista no assunto. Na ocasião, o pesquisador revelou que o Brasil está avançando em duas frentes: diagnóstico e terapia.

No primeiro, “as áreas mais avançadas referem-se à fabricação de biossensores, ou seja, dispositivos miniaturizados para detecção de várias substâncias de interesse com baixo custo e descartáveis, para serem utilizados no conceito de point-of-care, pelo próprio paciente, ou em ambulatório.”

Já com relação às terapias, o país tem apostado nos chamados sistemas teranósticos - que combinam terapia e diagnóstico em uma única solução. Nesses casos, “pode-se utilizar uma mesma nanopartícula para promover o contraste da imagem por ressonância magnética (RM), e após a localização do tumor, esse mesmo material pode liberar um quimioterápico no local e até causar aumento localizado da temperatura, causando morte celular no tumor.”

Para muitos, não apenas em território nacional como no mundo inteiro, a nanotecnologia abre um leque de possibilidades para tópicos relacionados à biomedicina e à saúde como um todo.

Ainda estamos engatinhando e descobrindo, aos poucos, tudo o que pode ser feito com a combinação de conhecimento, microprocessadores e tecnologia. É certo, porém, que a área é extremamente promissora!

Gostou do conteúdo? Descubra aqui que outros impactos a nanotecnologia pode gerar no futuro.

Sobre o autor
Tiago Magnus atuou nos últimos 10 anos em projetos digitais, trabalhando com marcas como Lenovo, Carmen Steffens, Mormaii, VTEX, Carrefour, Centauro, entre outras, e como sócio de uma das principais agências digitais do Brasil. Hoje, é Diretor de Transformação Digital na ADVB e está à frente do TransformacaoDigital.com, empreendendo para democratizar o futuro.

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