Laudo Médico: o que é, para que serve e exemplos

Laudo Médico: o que é, para que serve e exemplos

Yasmim Mayumi Tecnologia na Saúde

Leia em 5 min.

Última atualização em 16/05/2022 por Yasmim Mayumi

O laudo médico é um documento oficial feito e assinado por um profissional de saúde, no qual é descrito detalhadamente os resultados de um exame, sejam eles normais ou com alterações.

Os laudos são um dos documentos mais emitidos em hospitais e clínicas de exames. Eles contêm informações sigilosas e costumam ser padronizados para garantir agilidade e segurança.

Se uma clínica não padroniza seus laudos médicos, o padrão de qualidade é prejudicado e dependendo do tipo de armazenamento do arquivo, há grandes falhas na proteção de dados.

Um estudo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e UFPA (Universidade Federal do Pará) descreve um caso real causado pelas falhas de segurança do laudo médico de papel:

“Outro problema sério ocorrido no IML do Pará foi a perda dos primeiros quarenta livros que continham os exames periciais de 1906 a abril de 1940. Tal fato deu-se, provavelmente, na década de setenta, por ocasião da mudança do IML.”

Neste artigo você vai aprender:

O que é laudo médico?

O laudo médico é o documento no qual é detalhado uma descrição completa dos elementos encontrados em um exame. Como é um arquivo oficial, a linguagem utilizada deve ser técnica.

É por meio desse documento que o médico registra suas hipóteses diagnósticas, resultados de exames e diagnóstico, quando possível. 

Ou seja, o laudo é essencial para a prática médica e para aspectos jurídicos, como em um cenário em que um trabalhador precisa provar que tem uma determinada doença para conseguir aposentadoria.

Leia também: atestados e laudos na prática do médico generalista

Qual a diferença entre um atestado médico e laudo médico?

O laudo médico descreve os resultados de um exame, um quadro clínico ou uma doença. Todas essas informações são pessoais e sigilosas, o que significa que elas são protegidas pela LGPD.

Logo, um laudo só pode ser feito por um profissional de saúde e lido por outros profissionais da área.

Um atestado médico, por outro lado, apenas comprova que o paciente precisa de afastamento ou de uma necessidade derivada de sua condição.

Imagine que uma paciente tenha diabetes tipo 2. Seu laudo médico terá informações detalhadas sobre seu tipo de diabetes, os resultados dos exames e como o médico chegou ao diagnóstico. 

Esse documento não pode ser entregue ao RH da empresa em que ela trabalha, por exemplo.

Porém, caso a paciente tenha que ir ao hospital devido alguma complicação de sua doença e necessita de um atestado, ele apenas informará quantos dias ela permanecerá afastada.

Portanto, um atestado não deve conter o CID ou descrever a doença, entre outros dados sigilosos, por isso, ele pode ser entregue para pessoas fora da área da saúde.

Normalmente o atestado é descrito com uma linguagem didática para que todos possam entender, enquanto o laudo utiliza predominantemente termos técnicos.

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Como conseguir um laudo médico?

O laudo médico só pode ser feito por um especialista que deverá seguir as exigências do CFM (Conselho Federal de Medicina).

Ou seja, se um paciente necessita de um laudo de um ecocardiograma, ele deve marcar uma consulta com um médico cardiologista, que fará e assinará o laudo, por ser o especialista da área.

Também é possível obter um laudo com um especialista por meio da Telemedicina, que permite a emissão e envio de documentos a distância com total segurança para os pacientes.

Para ter essa proteção, é necessário ter um software médico com Teleconsulta e prontuário eletrônico. Assim, é possível enviar laudos e prescrições digitais para seus pacientes.

Além disso, com um sistema você também pode assinar digitalmente seus documentos e eles passam a ter validade jurídica, o que melhora ainda mais sua imagem profissional.

Qual a validade de um laudo médico?

De acordo com a Jusbrasil, os laudos médicos têm validade de até 90 dias para o INSS, enquanto a Justiça costuma considerar a validade de até 180 dias.

O que deve constar em um laudo médico?

O CFM determina a obrigatoriedade das seguintes informações em um laudo médico:

  • Nome completo do paciente;
  • Motivo da solicitação do exame;
  • Nome da clínica e do médico que solicitaram o exame;
  • Dados pessoais do paciente;
  • Técnica utilizada para o exame;
  • Descrição detalhada do exame;
  • Hipótese diagnóstica;
  • Anamnese;
  • Plano terapêutico;
  • Exames feitos pelo paciente;
  • Prescrição médica;
  • Quadro clínico;
  • Resumo da alta ou óbito.

Para centralizar todas essas informações com inteligência e segurança, o ideal é contar com um prontuário eletrônico armazenado na nuvem, que não ocupa nenhum espaço da sua clínica ou do seu dispositivo.

Além de ser mais prático, ele também é mais seguro que um prontuário de papel ou instalado no computador, pode ser assinado digitalmente e compartilhado com profissionais de saúde autorizados.

Assista nosso vídeo para conhecer as vantagens e desvantagens do prontuário eletrônico:

3 exemplos de laudos médicos

1. Laudo médico pericial judicial

Um juiz de direito pode solicitar que um médico realize uma consulta ou um exame em uma pessoa, com o objetivo de conduzir uma investigação de um problema que exige medida judicial.

Em cenários criminais, os laudos costumam ser solicitados para comprovar doenças ou ferimentos, enquanto o laudo pericial é utilizado na saúde ocupacional.

A saúde ocupacional refere-se aos pacientes que podem estar aptos ou não a exercer seus trabalhos. 

Entre as informações que estão presentes em um laudo médico pericial judicial, podemos citar:

  • Doença;
  • Lesão;
  • Definição da causa mortis;
  • Sequela de acidente;
  • Incapacidade ou invalidez física;
  • Incapacidade ou invalidez mental;
  • Exercício da atividade laboral;
  • Desempenho de atividade profissional e riscos.

2. Laudo médico para Pessoas com Deficiência

As PcDs (Pessoas com Deficiência) possuem laudos médicos que comprovam suas deficiências. Os médicos realizam consultas e exames para identificar o código CID e colocá-lo no laudo.

É importante que o profissional especialista também descreva o que a deficiência significa para o paciente: quais são as limitações, descrição da deficiência, entre outros.

Assim, o paciente pode entrar em uma empresa com o sistema de cotas para PcDs, entre outros direitos civis.

3. Laudo médico com CID

A CID (Classificação Internacional de Doenças) é produzida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e deve estar presente em qualquer laudo médico.

Entretanto, os laudos que não são feitos para PcDs ou para situações criminais e judiciais, costumam ter apenas a CID e os dados obrigatórios exigidos pelo CFM, com o objetivo de não constranger o paciente.

Neste artigo você aprendeu o que é um laudo médico, para que serve e exemplos desses documentos. 

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Sobre o autor

Yasmim Mayumi

Especialista em Marketing de Conteúdo e produtora de conteúdo na iClinic. Graduanda em Letras - Licenciatura em Inglês e Português na Barão de Mauá em Ribeirão Preto.