5 exemplos de IoT na área da saúde

IoT na Medicina: 7 principais exemplos na área da saúde

Tiago Magnus Tecnologia na Saúde

Leia em 6 min.

Última atualização em 16/05/2022 por Yasmim Mayumi

A IoT na Medicina é um termo originado da área tecnológica que descreve como todos os objetos e dispositivos do nosso dia a dia podem estar conectados à internet e agirem de forma autônoma.

IoT, ou Internet das Coisas, não é mais uma inovação tecnológica do futuro. 

Atualmente, as pessoas podem programar suas Alexas para acionarem robôs aspiradores, alimentadores inteligentes, entre outros dispositivos que conseguem funcionar sem a interferência humana.

Um estudo do Simpósio de Tecnologia afirma que a IoT na área da saúde torna os serviços médicos mais seguros, eficazes e ágeis, além de permitir tratamentos únicos para cada paciente.

“Além de obter tratamentos personalizados, devido à riqueza de informações que são obtidas em tempo real, através do monitoramento 24 horas, esses tratamentos são mais precisos.”

Neste artigo você vai aprender:

Acompanhe!

O que é IoT na Medicina?

A IoT na Medicina se refere a um cenário na área da saúde em que os dispositivos estarão integrados e conseguirão funcionar de forma independente.

Você pode entender a Internet das Coisas como uma rede abrangente feita de tecnologias como sensores, dispositivos, dados e processamento de informações.

Os identificadores de rádio frequência são a base da IoT. Eles permitem que microchips transfiram dados sem necessidade de um fio, o que possibilita rastreamento, análise e monitoramento de objetos.

Outra tecnologia importante para a IoT é a rede de sensores sem fio, que consegue detectar movimentos.

Com esses mecanismos, a IoT consegue impactar positivamente a vida das pessoas. O Seeing AI, por exemplo, usa a IoT para descrever o ambiente em que deficientes visuais estão.

O Seeing AI consegue ler textos, responder perguntas, identificar emoções, e só precisa de um smartphone e um óculos inteligente. 

Outras formas de ajudar as pessoas são criadas a partir da Internet das Coisas, como pacientes com Alzheimer, que conseguem compartilhar dados coletados por seus dispositivos para os médicos em tempo real.

Se um sensor identifica que um paciente está indo excessivamente ao banheiro, um alerta é enviado para o médico responsável, que consegue diagnosticar com antecedência uma infecção ou inflamação. 

Assim, o profissional pode recomendar mudanças nos hábitos alimentares do paciente e conseguir resultados ainda melhores, graças à ajuda da tecnologia.

Saiba mais sobre o impacto da tecnologia na vida dos pacientes no nosso vídeo:

7 benefícios da IoT na Medicina

Não é difícil notar as inúmeras vantagens que uma área como a IoT pode trazer para a saúde, mas é importante enfatizar 7 principais aspectos que beneficiarão qualquer médico, paciente e instituição:

  • Dados acessíveis de qualquer lugar, a qualquer hora;
  • Redução de custos na área da saúde;
  • Integração entre profissionais de saúde;
  • Alto nível de segurança de dados, auxiliando no cumprimento da LGPD;
  • Aumento da qualidade de vida dos pacientes;
  • Monitoramento contínuo e tratamentos mais precisos;
  • Histórico mais completo do paciente.

Após entender o que é a IoT e quais são suas vantagens, dê uma olhada em 7 exemplos dessa tecnologias que estão revolucionando o mercado médico.

7 exemplos de IoT na Medicina

1. IoT no transporte e armazenamento de vacinas

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 1,5 milhões de crianças morrem por ano devido a doenças que poderiam ser evitadas com vacinas.

Uma das causas associadas a esse problema é a falta de sistemas seguros de transporte e armazenamento de vacinas, uma vez que elas precisam de uma excelente refrigeração para serem preservadas.

A Internet das Coisas tem ajudado a criar sistemas eficazes que mantêm as vacinas protegidas, principalmente em regiões onde as condições são mais precárias.

O sistema Vaccine Smart Fridge funciona através de sensores que se encontram na própria geladeira portátil, conectados com uma plataforma IoT, que monitoram em tempo real o estado das vacinas.

Dessa forma, os profissionais podem levá-las para qualquer lugar, com a garantia de que mais pessoas poderão ser vacinadas sem prejuízo.

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2. IoT como marcapassos cardíacos

Os marcapassos cardíacos podem utilizar a IoT para serem ainda mais essenciais. 

Nos Estados Unidos, por exemplo, os marcapassos conseguem fornecer informações em tempo real sobre o sistema cardiovascular do paciente e enviar os dados para os médicos.

Qualquer alteração é notificada, o que diminui imensamente os riscos de saúde do paciente.

3. IoT no rastreamento de atividade no tratamento de câncer

A Medidata é uma empresa especializada em armazenamento na nuvem que atua em parceria com o centro médico Memorial Sloan Kettering Cancer Center, especializado em tratamento de câncer.

Sua parceria tem o objetivo de testar rastreadores de atividade a fim de coletar dados sobre o estilo de vida de pacientes que estão tratando o mieloma múltiplo, um tipo de câncer que ataca as células plasmáticas.

O intuito é ter o maior número de dados sobre o paciente antes e durante o tratamento, para avaliar a melhor forma de conduzir o processo terapêutico.

A partir do monitoramento de informações, como o nível de apetite ou fadiga, os médicos pretendem analisar cada reação de forma única e personalizada

Logo, é possível tomar decisões sobre o percurso do tratamento com mais facilidade e eficiência.

4. IoT no controle de gilose

Dispositivos como o CGM (Continuous Glucose Monitor) existem desde 1999, mas com a IoT, hoje eles são capazes de enviar informações de saúde para diferentes dispositivos, como smartphones ou computadores.

Os equipamentos de controle de glicose conseguem enviar análises profundas sobre os dados dos pacientes, como padrões de comportamento e anormalidades.

Com essa inovação, as pessoas com diabetes podem contar com um acompanhamento contínuo sem a necessidade de ir a uma clínica todo mês.

5. IoT no monitoramento dos sintomas de Parkinson

A combinação de sensores, dispositivos móveis e aprendizado de máquinas que fornecem dados em tempo real para clínicos e pesquisadores deu origem ao Projeto Blue Sky, da Pfizer e da IBM.

A doença de Parkinson, amplamente falada e até mesmo retratada em filmes, como no famoso filme Love and Other Drugs, é uma doença neurológica, crônica e progressiva.

Veja o trailer do filme no vídeo abaixo:

Pacientes que sofrem com essa condição perdem gradativamente suas funções motoras devido aos danos no sistema nervoso central, os quais causam rigidez e tremores, dentre outras consequências.

O tratamento é feito com medicamentos, que visam a controlar os sintomas e possibilitar que os pacientes tenham maior qualidade de vida. Mas ainda não tem cura.

Diante disso, é de extrema importância acompanhar a resposta dos pacientes ao tratamento.

O projeto tem como objetivo inicial monitorar o progresso do tratamento em cada paciente em tempo real.

Com isso, novas informações podem surgir para reduzir as reações aos tratamentos, bem como controlar de maneira mais assertiva cada um dos sintomas que limitam a vida dessas pessoas.

6. IoT na higienização em hospitais

Sabe-se que a higiene em ambientes hospitalares é uma questão que precisa ser encarada com rigor, prevenindo possíveis contaminações e até mesmo a morte de pacientes por infecção, como no caso da sepse.

A IoT contribui com uma função vital, sendo utilizada para desenvolver sistemas de sensores e monitores que monitoram as práticas de higiene nesses ambientes.

Os sistemas também relatam em tempo real dados de conformidade com os padrões corretos.

7. IoT como lentes de contato inteligentes

Já imaginou lentes de contato inteligentes? 

Uma lente de contato inteligente, além de auxiliar na visão, consegue desempenhar funções como medir níveis de glicose de pessoas com diabete a partir de suas lágrimas.

A lente de contato é integrada a IoT e utiliza a internet para armazenar as informações de seu usuário em uma nuvem, assim, esses dados podem ser acessados por um dispositivo eletrônico.

Como preparar sua clínica para a IoT?

Como você viu no artigo, a IoT pode ser utilizada para diversas funções diferentes, e na área da saúde, seu papel se torna cada vez mais essencial, o que cria uma interação inteligente entre dispositivos.

A cada ano a internet e os objetos estarão mais conectados e não dependerão de pessoas para funcionarem, o que permitirá que os profissionais de saúde tenham mais tempo para atividades produtivas.

Para que a sua clínica esteja preparada para esse cenário, é fundamental ter um software médico na nuvem que centralize todas as informações dos pacientes em um único local.

Além disso, é necessário contar com uma ferramenta de Telemedicina, uma vez que a IoT diminui a necessidade da ida presencial às clínicas e impulsiona os atendimentos a distância.

Por isso, busque por um sistema que também tenha Teleconsulta. Entenda mais sobre esse movimento no nosso eBook gratuito:

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Sobre o autor

Tiago Magnus

Atuou nos últimos 10 anos em projetos digitais, trabalhando com marcas como Lenovo, Carmen Steffens, Mormaii, VTEX, Carrefour, Centauro, entre outras, e como sócio de uma das principais agências digitais do Brasil. Hoje, é Diretor de Transformação Digital na ADVB e está à frente do TransformacaoDigital.com, empreendendo para democratizar o futuro.