Como manter a saúde financeira da clínica com o número de pacientes ideal

Saúde financeira da clínica: como calcular o número de pacientes ideal

Yasmim Mayumi Gestão da Clínica

Leia em 7 min.

Última atualização em 18/05/2022 por Yasmim Mayumi

Manter a saúde financeira da clínica envolve atender o número de pacientes ideal, ter um planejamento financeiro, otimizar custos, criar um fundo de reserva e investir no momento certo.

Independentemente da sua especialidade médica, todos os médicos empreendedores que decidem abrir seu próprio negócio precisam se preocupar em preservar a saúde financeira da clínica.

Ao contrário do que muitos pensam, a Medicina não é uma área que se sustenta sozinha: é preciso ter pleno controle sobre as finanças para manter a estabilidade e permitir que a clínica se mantenha em funcionamento.

Neste artigo você vai aprender:

  • Qual a importância de fidelizar pacientes para a saúde financeira da clínica
  • Como calcular o número mínimo de pacientes que precisam ser atendidos na clínica
  • 5 dicas para melhorar a saúde financeira da clínica

Prefere escutar ao invés de ler? Clique no player abaixo:

Qual a importância de fidelizar pacientes para a saúde financeira da clínica?

Sabemos que um dos principais motivos dos médicos decidirem abrir seu próprio consultório é poder oferecer o melhor atendimento para seus pacientes. 

Como toda empresa, o consultório precisa gerar receita para pagar suas contas, se sustentar e crescer.

Isso só é possível por meio da atração e fidelização dos pacientes. Afinal, uma clínica sem atendimento não se mantém em funcionamento.

Você já deve saber que não basta fornecer um atendimento médico excelente para garantir isso. É preciso que os pacientes saiam satisfeitos com seu atendimento. 

Assim, além de voltarem, também podem indicá-lo na sua especialidade de atuação, proporcionando o reconhecimento e, consequentemente, o sucesso.

É importante saber que o atendimento aqui citado não se resume apenas ao momento da consulta com o médico.

Oferecer um serviço profissional, atencioso e de qualidade é imprescindível, mas a experiência do paciente conta muito nessa hora, e ela começa já no agendamento da consulta.

Portanto, é preciso investimento em todos os pontos de contato com seus pacientes: secretárias bem treinadas, softwares que otimizam os trabalhos, lembretes de agendamento, um ambiente agradável e confortável são pontos que devem ser considerados na hora de atrair e fidelizar pacientes. 

Como calcular o número mínimo de pacientes que precisam ser atendidos na clínica

Você precisa de recursos em caixa para realizar investimentos no consultório, comprar materiais, pagar a equipe de apoio, quitar as contas e garantir a manutenção das atividades.

Disso você já sabe. Mas como saber de que forma dividir o tempo entre pacientes e outras atividades, como atendimentos externos, cirurgias ou cursos de capacitação? Como estruturar um orçamento adequadamente?

Não é tão difícil descobrir: o número de pacientes ideal para manter a saúde financeira vai depender dos custos do consultório e do valor da sua consulta. Veja como definir o preço a ser cobrado pelo atendimento:

  • considere todas as despesas: fixas e variáveis, salários de colaboradores, equipamentos, água e luz, cursos e capacitações, impostos, aluguel, entre outros;
  • estabeleça a margem de lucro;
  • investigue os valores cobrados pelos concorrentes;
  • perceba se há demanda de médicos que atuam na mesma área que a sua;
  • reconheça o perfil dos pacientes atendidos pela sua especialidade e na sua clínica;
  • conte com a ajuda de um software médico para organizar sua gestão financeira.

Com todas essas informações, você deve mensurar quanto custa manter a sua clínica em funcionamento, o quanto você trabalha por dia e quantos pacientes consegue atender nesse intervalo de tempo com qualidade.

Saúde financeira da clínica: como manter

Por exemplo, se as suas despesas chegam a R$ 10.000,00 por mês e você trabalha 5 horas por dia, isso significa que para cobrir esse custo você deve acumular 100 reais por hora para alcançar esse montante em um mês com 20 dias úteis. 

Esse é o valor que deve ser utilizado como base para estabelecer o preço da consulta, considerando a lucratividade.

A partir daí, considerando quantos pacientes é possível atender nesse intervalo de tempo e o valor final da consulta, você pode concluir qual o número de atendimentos ideal por dia. 

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Principais variáveis que precisam ser avaliadas

Muitos profissionais se confundem na hora de estabelecer custos fixos e variáveis, o que pode prejudicar toda a composição do orçamento e a precificação da consulta. 

Trouxemos um breve resumo para que você não tenha esse problema. Confira:

  • custos fixos: eles não sofrem variação pela demanda de pacientes atendidos, como o preço do aluguel do imóvel, despesas com limpeza, salário da equipe de colaboradores;
  • custos variáveis: variam de acordo com a demanda, ou seja, quanto mais pacientes, mais material descartável será utilizado e, consequentemente, maior será a sua despesa com esses insumos.

Além da quantidade de material utilizado, é preciso fazer uma estimativa considerando o período do ano. Por exemplo, se você trata de doenças respiratórias, é possível que o seu movimento seja maior nas épocas em que o tempo está mais seco ou frio.

Como ficar mudando o valor da consulta o tempo todo pode ser prejudicial para a imagem do seu consultório — e isso pode fazer com que você perca pacientes — é preciso achar um ponto de equilíbrio para suprir as necessidades ao longo do ano todo.

Uma outra questão que costuma ser esquecida pelos médicos está relacionada à divulgação do negócio. Como falamos, muitos profissionais se enganam ao pensar que os serviços de uma clínica médica se vendem sozinhos, o que é uma grande inverdade.

A alta concorrência do mercado de trabalho também chegou à área da saúde e, a menos que você seja o único especialista em um raio de muitos quilômetros de distância, prestar um atendimento de qualidade não é o suficiente para atrair pacientes. As pessoas precisam saber que você é um bom profissional.

Para que isso aconteça, a melhor estratégia é investir em marketing médico

Hoje, há diversas opções de divulgação a um baixo custo — como as redes sociais — mas ainda assim é preciso investir uma fatia do orçamento nos recursos oferecidos por essas plataformas e, então, fazer com que o seu nome alcance um público cada vez maior.

Em hipótese alguma deixe de considerar no orçamento do seu consultório os possíveis valores dessas atividades. 

Se tiver dificuldades, entre em contato com uma empresa especializada nesse serviço para a área da saúde. Você certamente não irá se arrepender!

Uma gestão financeira bem feita é fundamental para alcançar o crescimento desejado, garantindo o sucesso e a saúde financeira da clínica. 

É importante enfatizar que a partir do momento em que você se dispõe a investir em um consultório, você deixa de ser apenas um profissional da saúde: também se transforma em um empreendedor.

5 dicas para melhorar a saúde financeira da clínica

1. Organize-se

A maior dica que podemos dar é a organização financeira da sua clínica!

Espero que ao organizar suas finanças, tenha descoberto que estava com reservas suficientes para enfrentar a diminuição de demanda que teve na pandemia, mesmo que tenha perdido excelentes oportunidades de investir.

Faça da organização um hábito, incorpore-o à sua rotina. Com a análise diária desses dados, você consegue perceber rapidamente pequenas variações no seu resultado.

Existem plataformas como a iClinic Pay, que é super fácil de ser utilizada, segura e automatizada para o controle dos seus recebimentos de planos de saúde e de cartões de crédito.

iClinic Pay: o meio de pagamento feito para a sua clínica!

Então tenha medo da organização das suas finanças! O importante é começar.

2. Reveja seus custos

A revisão de todos seus custos, sejam eles fixos e variáveis, também deve ser uma rotina. Mantenha em mente a avaliação do custo fixo semestralmente e do custo variável mensalmente.

Se você tiver seus custos mapeados, consegue ver claramente no mês onde é o seu ralo escoador de dinheiro. Dessa forma você poderá criar estratégias específicas para esses gastos.

Vou te dar um exemplo: todo mês você compra material descartável para atendimento. E percebe que a demanda e o gasto com essas compras aumentam mês a mês.

Veja qual é o número médio de compra desses materiais nos últimos 3 meses e faça uma compra maior e trimestral.

Assim, você pode negociar descontos maiores por conta do volume e se protege de possíveis oscilações nos valores destes insumos, gerando mais economia.

3. Aumente seus ganhos

Para ter um aumento de ganho real é imprescindível você mapear e combater todas suas fontes de perda. O dinheiro mal gasto é uma erva daninha no seu consultório.

No caso de uma clínica ou consultório, temos dois caminhos a serem seguidos. O primeiro é o aumento do número de pacientes e o segundo é o aumento do ticket médio, o valor que cada paciente — em média — deixa na sua clínica.

O primeiro caso é indicado para todas as especialidades. Existem ferramentas de busca na internet que aumentam a exposição digital do seu consultório.

E esse tipo de ação pode ser aplicada para consultas particulares ou para atrair pacientes de um convênio específico que você tenha.

Saiba qual é o plano que melhor te remunera e traga esses pacientes.

A segunda estratégia é aplicada a especialidades como Dermatologia e Cirurgia Plástica, pois o incremento ao ticket médio depende exclusivamente da indicação, vontade e disponibilidade financeira de cada paciente.

Nessa estratégia, o parcelamento dos procedimentos é fundamental. Entre os clientes da iClinic Pay, por exemplo, há um aumento de até 35% quando a clínica aceita parcelamento até 6 vezes!

4. Crie um fundo de reserva

Um fluxo de caixa organizado ajuda muito ao seu consultório ter resultados positivos, mas ter um fundo reserva é o segundo passo para ter tranquilidade na condução da sua clínica.

Temos que pensar que, assim como nós, um CNPJ também pode sofrer com imprevistos. Uma programação para pagamento do 13º ou uma demissão não programada são exemplos para o uso do fundo.

5. Invista

Aqui vamos falar de investimento na sua carreira ou na sua clínica.

E como eu consigo enxergar que aquela dívida assumida é um investimento ou um endividamento?

A primeira coisa que você deve colocar no lápis é o retorno sobre aquele investimento. No jargão financeiro, o ROI.

Na nossa prática, imagine que investir é como uma vacina e o resultado é a soroconversão. A imunização traz ganhos duradouros e eles superam em muito o custo da vacina, mostrando que o retorno financeiro é positivo.

Vou te dar um outro exemplo que vai te ajudar bem! Imagine que você comprou um equipamento novo para sua clínica, que na sua expectativa aumentará o faturamento em 20%.

Após a incorporação desta nova tecnologia o ROI é positivo, as parcelas daquele aparelho não são uma dívida e sim um investimento.

E lembre-se que todo gasto com formação e atualização profissional é um investimento, então use-o! Ache um nicho de mercado no qual você seja relevante e traga fluxo de pacientes para seu currículo.

O mundo está na internet, saiba usar a sua especialização ao seu favor como um chamariz de clientes.

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Sobre o autor

Yasmim Mayumi

Especialista em Marketing de Conteúdo, atua como analista de conteúdo há mais de 3 anos na iClinic. Graduanda em Letras - Licenciatura em Inglês e Português na Barão de Mauá em Ribeirão Preto.