6 metas internacionais de segurança do paciente

6 metas internacionais de segurança do paciente

Dra. Luciana Lessa Gestão da Clínica

Leia em 5 min.

Última atualização em 25/04/2022 por Yasmim Mayumi

As metas internacionais de segurança do paciente foram desenvolvidas pela JCI (Joint Commission Internacional) em parceria com a OMS para reduzir a exposição aos riscos na área da saúde.

Esse padrão internacional foi criado em 2006. A JCI, entidade sem fins lucrativos, é responsável pela aprovação de unidades de saúde nos EUA, que visa garantir o melhor atendimento possível aos pacientes.

O objetivo das metas internacionais é incentivar melhorias que impactam diretamente a segurança do paciente, independentemente do estabelecimento médico, seja uma clínica, hospital ou ambulatório.

Neste artigo você vai aprender mais sobre a segurança do paciente e as metas internacionais. Acompanhe!

O que é segurança do paciente?

Segurança do paciente significa se preocupar com a ocorrência de eventos adversos, como lesões ou danos ocasionados no cuidado de saúde.

Investir na segurança do paciente envolve estratégias que reduzem erros médicos e falhas, como o simples ato de higienizar as mãos ou adotar tecnologias que trazem mais assertividade e proteção.

As metas de segurança do paciente, no Brasil, são baseadas nas metas internacionais da OMS e coordenadas pelo Programa Nacional de Segurança do Paciente do Ministério da Saúde.

Um estudo sobre o uso da tecnologia para a segurança do paciente, da Revista Eletrônica de Enfermagem, afirma que inovações como a prescrição eletrônica:

“[…] ampliam a segurança dos medicamentos porque são mais estruturadas, legíveis e muitas informações podem ser fornecidas ao prescritor durante a elaboração da prescrição. Além de possibilitarem que o erro seja corrigido no momento da digitação sem que, para isso, haja rasuras ou rabiscos.”

Ou seja, ferramentas como prontuário eletrônico, equipamentos de alta qualidade, Telemedicina, entre outros, conseguem contribuir imensamente para um tratamento mais eficiente.

Leia outro trecho do estudo:

Investir em tecnologia para aprimorar os ambientes de trabalho e a segurança de pacientes […] contribui com o cuidado prestado ao paciente,  diminuindo o tempo de internação, além de manter a força de trabalho qualificada e satisfeita.”

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A seguir, reunimos as 6 metas internacionais de segurança do paciente e como você pode adotá-las em sua clínica.

6 metas internacionais de segurança do paciente

1. Identificação correta do paciente

O primeiro passo para melhorar a segurança é identificar corretamente o paciente, com nome completo e data de nascimento, além de outros dados como meio de contato, histórico familiar e motivo da consulta.

O ideal é ter um prontuário eletrônico que centralize todas as informações e permita que você anote dados complementares como profissão, familiares, hobbies, nacionalidade, entre outros.

Assim, além de ter um histórico mais completo para o diagnóstico, você também tem mais facilidade na hora de criar um vínculo e oferecer um atendimento humanizado

2. Melhorar a comunicação

A comunicação é um dos pontos mais importantes no cuidado com a saúde, porque o paciente deve entender todas as orientações médicas, bem como conseguir se relacionar com as instituições de saúde.

Imagine se, ao prescrever um medicamento controlado, a farmácia entendesse um nome diferente daquele receitado, e o paciente tivesse consequências negativas por ter tomado o remédio errado.

Ou, se o plano de saúde se recusasse a cobrar um exame, porque não viu relevância no pedido do médico.

É fundamental que você adote uma linguagem didática, sem utilizar termos técnicos (ou explicá-los, caso opte por usar) e assegurar que tirou todas as dúvidas do paciente.

Como os tratamentos costumam envolver outros profissionais de saúde e estabelecimentos, o recomendado é que você envie documentos eletrônicos ou digitalizados no papel.

Dessa forma, você garante que não terá nenhum mal entendido sobre o que foi orientado.

3. Melhorar a segurança dos medicamentos

Segunda uma pesquisa realizada em um hospital universitário de São Paulo, de 925 prescrições coletadas, 80% continham informações que deixavam dúvidas nos profissionais e 22,4% continham rasuras.

Ao ficar preso em prescrições de papel, é extremamente fácil ocorrer falhas de segurança, como rasuras, letras ilegíveis, mal-entendidos, entre outras ocorrências.

Para melhorar a segurança dos medicamentos, além de contar com um documento eletrônico, é preciso ter uma solução com alerta de interação medicamentosa e aviso de alergias do paciente.

Para que uma prescrição digital consiga oferecer esses diferenciais, ela deve ser integrada a um software médico, que além de te ajudar na parte de atendimento, também contribui para o cumprimento da LGPD.

Aprenda mais sobre como seguir a LGPD na clínica em nosso vídeo:

4. Assegurar cirurgia em locais corretos

Cirurgias sempre envolvem uma atenção ainda maior aos processos, porque sempre implicam um risco aos pacientes, mesmo que sejam bem sucedidas. 

Essa meta é cumprida a partir do momento que há identificação correta do paciente, conferência do local de cirurgia e boa comunicação entre os profissionais de saúde envolvidos no procedimento.

Tudo isso depende de um histórico completo disponível no prontuário que pode ser compartilhado entre profissionais de saúde, além de uma excelente documentação das instituições de saúde.

5. Higienizar as mãos para evitar infecções

A pandemia de COVID-19 reforçou para toda a população o quão essencial é higienizar as mãos constantemente, seja para evitar a contração de doenças ou infecções.

Os profissionais de saúde já conhecem a importância da higienização, mas para garantir que seus pacientes não vão se esquecer dessa orientação, é preciso investir em conteúdos educacionais.

Seja por e-mail marketing ou pelas mídias sociais, envie textos informativos e lembretes sobre higienização, boas práticas, principalmente para quem está em tratamento.

6. Reduzir o risco de danos aos pacientes

A meta internacional que envolve a redução de risco de danos trata especificamente sobre lesões decorrentes de quedas.

Como recomendação, está incluso a avaliação do risco de queda, reavaliação das condições clínicas, estrutura segura do estabelecimento, acompanhamento, entre outras.

Ao ampliarmos o conceito de risco para outras áreas, como procedimentos cirúrgicos, também podemos contar com tecnologias como a Telemedicina.

A Telemedicina permite que médicos e robôs-cirurgiões trabalhem em conjunto em cirurgias menos invasivas, mais ágeis e precisas do que as tradicionais.

Além disso, os pacientes não precisam se deslocar para o mesmo local que o médico está e podem ser atendidos em suas cidades, mesmo que não tenham cirurgiões.

Assim, há menos desgaste físico e preocupação emocional, o que facilita a vida do paciente, de suas famílias e da equipe de saúde.

Neste artigo você viu como é possível cumprir as metas internacionais de segurança do paciente em qualquer estabelecimento com a ajuda da tecnologia.

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Sobre o autor

Dra. Luciana Lessa

COO da Medicinae Solutions, a única plataforma de antecipação de faturas médicas do Brasil. Graduada em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Cirurgiã Geral, MBA de Executivo em Saúde pela FGV, Health Management pela UPENN, Design Thinking na D.School - Stanford, possui mais de quinze anos de experiência no setor.