Para quais especialidades a Telemedicina é válida?

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Para quais especialidades a Telemedicina é válida?

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A Telemedicina, definida como o uso das tecnologias de informação e comunicação para prestar serviços médicos a distância, tem se consolidado como uma alternativa eficaz e segura para diversas especialidades médicas. 

Sua aplicação vem crescendo exponencialmente nos últimos anos, impulsionada pelo avanço tecnológico e, mais recentemente, pelas exigências impostas pela pandemia de COVID-19. Apesar disso, nem todas as especialidades se beneficiam da Telemedicina da mesma forma.

A Telemedicina é um assunto discutido há muito tempo no Brasil, principalmente após a tentativa do CFM de regularizá-la completamente em território nacional, em 2018.

Um estudo do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar) sobre evidências internacionais das experiências da Telemedicina, afirmou que a inovação teve um impacto positivo em diversos países.

No Brasil, 81% das Teleconsultas evitaram novos encaminhamentos, gerando uma economia de R$ 236 milhões para o sistema de saúde.

Nos EUA, os pacientes reduziram 80,7% da distância percorrida para realizarem consultas, e economizaram US$ 155.627,20.

Todos esses dados foram coletados antes da pandemia, o que mostra que a Telemedicina é uma forte aliada para a saúde em todos os momentos, e seu potencial deve ser explorado cada vez mais.

Porém, será que a Telemedicina é válida para todas as especialidades médicas? Como saber se você pode ser beneficiado por essa tendência? Continue a leitura e descubra!

Como a Telemedicina auxilia as especialidades médicas?

No Brasil, a prática da Telemedicina é regulamentada pela Resolução CFM nº 2.314/2022, que define a atividade como válida desde que respeite os princípios da ética médica e garanta a qualidade da assistência, o sigilo das informações e a autonomia do profissional e do paciente. 

A prática é definida como o atendimento médico à distância, e possui diversas vertentes, principalmente dentro das especialidades médicas. 

Entre as principais delas, podemos citar:

  • Teleconsulta: uma consulta realizada a distância, normalmente por videoconferência, na qual o médico pode dar diagnóstico e prescrever medicamentos;
  • Teleorientação: ato de orientar pacientes a distância, por meio de mensagens, ligação ou videoconferência, e não costuma incluir procedimentos como diagnósticos;
  • Telemonitoramento: prática na qual a tecnologia é utilizada para realizar o monitoramento de pacientes a distância, seja por meio de aplicativos médicos ou videoconferências;
  • Telessaúde: atendimentos a distância realizados com o objetivo de assistência na saúde pública, como no SUS;
  • Teleinterconsulta: realizada quando profissionais de saúde utilizam a tecnologia para trocar informações, hipóteses diagnósticas e opiniões.

Além das vertentes gerais, existem algumas que são específicas para determinadas especialidades, como Teledermatologia, Telepsiquiatria, Telerradiologia, Telepediatria, entre outros.

Para se aprofundar mais no assunto, veja nosso vídeo explicativo:

[vídeo]

A Telemedicina auxilia as especialidades de diversas formas, como na continuidade do atendimento médico em qualquer situação, e fidelização de pacientes, que encontram mais uma forma de contato com os médicos.

Para exemplificar essas situações, trouxemos algumas práticas utilizadas na Telemedicina que auxiliam cada vez mais os profissionais de saúde:

  • Eletrocardiograma: também conhecido como ECG, o exame verifica o ritmo dos batimentos do coração, algo que os médicos sabem muito bem. Com a Telemedicina, você consegue realizar o ECG em qualquer estabelecimento, e enviar os resultados para qualquer especialista, já que o exame é enviado por meio da internet. Essa inovação permitiu que os profissionais ajudassem pacientes de qualquer lugar do mundo;
  • Cirurgias à distância: os robôs-cirurgiões ainda não são populares no Brasil, apesar de robôs como o Da Vinci terem chegado ao país em 2008. Com eles, os médicos podem fazer cirurgias de forma confortável, e auxiliar pacientes que normalmente, não teriam acesso a cirurgiões;
  • Eletroencefalograma: assim como o ECG, o eletroencefalograma (EEG) costuma ser conectado a um software médico seguro, que envia pela internet os resultados do exame para os especialistas. Também é um dos procedimentos mais comuns na Telemedicina;
  • Aplicativos médicos: os aplicativos auxiliam os profissionais de saúde principalmente no aspecto de Telemonitoramento. Por meio de aplicativos como Cardiograph e Diário Cefaleia, os pacientes podem enviar informações essenciais para os médicos de forma constante;
  • Dispositivos vestíveis inteligentes: popularmente conhecidos como wearables, tecnologias como Apple Watch e Smartwatch contribuem na coleta de dados sobre a saúde dos pacientes, em tempo real.

Essas são apenas algumas formas que a Telemedicina pode ajudar os profissionais de saúde.

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Existe alguma especialidade que não consegue utilizar a Telemedicina?

Não! Todas as especialidades médicas podem usufruir das vantagens da Telemedicina, e logo, muitas terão o atendimento à distância como principal forma de trabalho, da mesma forma que acontece hoje com a radiologia.

Mas e especialidades visuais, que realizam exames físicos? Os dermatologistas e pediatras, por exemplo, conseguem mesmo utilizar a Telemedicina?

Diferente do que muitos imaginavam, mesmo especialidades visuais, como a dermatologia, conseguem utilizar perfeitamente funcionalidades como a Teleconsulta.

A dermatologista Carolina é um dos casos de sucesso da iClinic, e em seu depoimento, conta como conseguiu auxiliar a maioria dos seus pacientes sem um exame físico.

“Na Telemedicina, você está disponível exclusivamente para o paciente, que está na casa dele, em um ambiente seguro, então ele explora mais as queixas, fala mais conscientemente dos seus problemas. Eu sempre ressalto que se for necessário, o paciente tem um direito a um retorno presencial.”

A Dra. Verônica é psiquiatra, e também aderiu a Telemedicina na pandemia. Assim como a Dra. Carolina, percebeu um impacto extremamente positivo.

“Entrei para a Telemedicina e meus pacientes gostaram, o retorno que eu estou tendo é bastante positivo. Alguns pacientes se sentem mais à vontade quando estão no ambiente deles, do que no ambiente de consultório médico.”

Até mesmo cirurgiões, cardiologistas, e todas as especialidades que costumam ter apenas consultas presenciais, viram que para atendimentos como retornos, solução de dúvidas, validação de hipóteses, a Telemedicina é válida.

Portanto, se você deseja ter um relacionamento mais próximo com seus pacientes, e quer tornar seus atendimentos acessíveis de forma segura, a Telemedicina é ideal. 

Abaixo, reunimos uma lista com especialidades médicas que apresentam maior aderência à Telemedicina, bem como aquelas que, embora tenham aplicações mais restritas, ainda podem se beneficiar do uso dessa tecnologia em determinadas etapas do atendimento.

Especialidades com maior aderência à Telemedicina

1. Clínica Geral e Medicina de Família

A Telemedicina é amplamente válida para a atenção primária à saúde, incluindo atendimentos de rotina, controle de doenças crônicas (como diabetes, hipertensão) e triagem inicial de sintomas. A possibilidade de acompanhar o histórico do paciente e oferecer continuidade do cuidado é um dos grandes benefícios nessa especialidade.

2. Psiquiatria e Psicologia

Talvez uma das áreas mais adaptáveis à Telemedicina. O atendimento em saúde mental requer essencialmente entrevista clínica e observação comportamental, o que pode ser realizado com eficácia por videoconferência. Estudos mostram que intervenções remotas são eficazes para depressão, ansiedade, transtorno bipolar e outras condições.

3. Dermatologia

A telediagnose por imagem permite que dermatologistas analisem lesões, manchas e alterações cutâneas com alta precisão, desde que as imagens tenham boa qualidade. Sendo assim, muitas condições dermatológicas podem ser diagnosticadas visualmente, permitindo que essa especialidade também se beneficie da Telemedicina.

4. Endocrinologia

Acompanhamento de condições como diabetes mellitus, hipotireoidismo e obesidade pode ser realizado com eficácia à distância, especialmente quando o paciente compartilha exames laboratoriais, registros glicêmicos e dados de dispositivos (como monitores de glicose) com o especialista.

5. Cardiologia

A especialidade se beneficia da telemonitorização de parâmetros como pressão arterial, frequência cardíaca e eletrocardiogramas simples. Apesar de a consulta presencial ainda ser necessária em muitos casos, o acompanhamento remoto de pacientes com insuficiência cardíaca, hipertensão e arritmias é amplamente praticado.

6. Neurologia

Embora o exame físico seja importante na neurologia, muitas condições neurológicas como cefaleia, epilepsia, distúrbios do sono e doença de Parkinson podem ser avaliadas com eficácia em sessões remotas. 

7. Pediatria

A Telemedicina pode ser aplicada em casos de consultas de rotina, triagem de sintomas leves, orientação parental e acompanhamento de condições crônicas. No entanto, limitações existem em relação ao exame físico completo de crianças, especialmente lactentes.

8. Geriatria

A população idosa se beneficia com o atendimento remoto por questões de mobilidade e acesso. A Telemedicina permite o acompanhamento de múltiplas comorbidades, revisão de medicamentos e suporte familiar, contribuindo para a continuidade do cuidado.

Especialidades com uso mais limitado

Embora a Telemedicina seja válida para muitas áreas, existem especialidades em que a presença física do médico é essencial para o diagnóstico e intervenção terapêutica. Nessas áreas, a Telemedicina pode ser utilizada como complemento, mas não substitui a consulta presencial.

1. Cirurgia geral e suas subespecialidades

A avaliação pré-operatória e o acompanhamento pós-cirúrgico podem ser feitos remotamente em muitos casos, mas o exame físico, a tomada de decisão sobre a técnica cirúrgica e o próprio ato operatório exigem o atendimento presencial.

2. Ortopedia e Reumatologia

Embora seja possível avaliar mobilidade e dor por vídeo, exames como testes de força, palpação e manobras articulares são limitados remotamente. Ainda assim, o acompanhamento de doenças crônicas e a interpretação de exames podem ser feitos a distância.

3. Ginecologia e Obstetrícia

A obstetrícia pode se beneficiar de atendimentos remotos em consultas de rotina e educação pré-natal, mas exames físicos e ultrassonografias exigem avaliação presencial. Já na ginecologia, exames como o Papanicolau não podem ser realizados via Telemedicina.

Fatores que influenciam a validade da Telemedicina por especialidade

A aplicabilidade da Telemedicina depende de vários fatores:

  • Natureza da condição clínica: doenças crônicas estáveis são mais fáceis de acompanhar remotamente;
  • Necessidade de exame físico: especialidades que exigem exame detalhado têm maior limitação;
  • Tecnologia disponível: câmeras de alta definição, dispositivos vestíveis e integração com prontuários eletrônicos facilitam a prática;
  • Perfil do paciente: idade, habilidade digital e acesso à internet impactam a experiência e a segurança do atendimento remoto.

É fundamental ressaltar que, para garantir a ética, a confidencialidade e a legalidade do atendimento à distância, é indispensável utilizar uma plataforma de Telemedicina segura e regulamentada. 

Apesar de canais como Zoom, Google Meet e WhatsApp serem práticos, eles não foram desenvolvidos para a área da saúde, e não buscam seguir exigências de órgãos como o CFM. 

No iClinic, por exemplo, a Teleconsulta é integrada ao prontuário eletrônico, e todas as informações são salvas na nuvem, o que impossibilita a perda dos dados, assim como acessos de pessoas não autorizadas.

Além disso, a segurança também conta com outros diferenciais, como criptografia para transitar os dados, e a ajuda dos servidores da AWS, a plataforma em nuvem mais abrangente do mundo.

Outro aspecto fundamental é o cumprimento rigoroso da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece diretrizes para a coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais no Brasil, especialmente aqueles considerados sensíveis, como informações de saúde. 

O iClinic atua em total conformidade com a LGPD, adotando práticas robustas para garantir que os dados dos pacientes estejam sempre protegidos. Com isso, médicos e profissionais da saúde podem exercer a Telemedicina com total confiança, enquanto os pacientes têm a garantia de que seus dados estão sendo tratados com responsabilidade.

Considerações finais

A Telemedicina é válida para uma ampla gama de especialidades médicas, especialmente aquelas cujo diagnóstico e acompanhamento dependem mais de história clínica, exames laboratoriais e imagens do que do exame físico. Entretanto, seu uso deve respeitar os limites éticos e técnicos de cada área, garantindo sempre a qualidade do cuidado e a segurança do paciente. A tendência é que, com o avanço da tecnologia, mais especialidades incorporem recursos de atendimento remoto em sua rotina clínica, promovendo maior acessibilidade e eficiência nos serviços de saúde.

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