Conheça as maiores dificuldades dos residentes para entrarem no mercado

Conheça as maiores dificuldades dos residentes para entrarem no mercado

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O título de especialista é muito almejado pelos recém-graduados em medicina. Porém, o caminho para obtê-lo não é fácil. Saiba quais são as barreiras envolvidas na hora de entrar no mercado e veja como se preparar!

Não é um exagero dizer que a medicina é um dos ramos mais respeitados socialmente. Isso se mostra presente desde séculos passados até os dias atuais, e é refletido no âmbito financeiro, além da valorização da profissão.

Por outro lado, há aspectos muitas vezes desconhecidos e desconsiderados quando o assunto é a formação médica. Eles englobam os sacrifícios que permeiam o caminho acadêmico, como a aprovação no vestibular e principalmente na residência.

Pensando nisso, vamos falar sobre a dificuldade dos residentes ao entrarem no mercado, mesmo possuindo títulos de graduados e especializados. Continue a leitura e fique por dentro do assunto!

O mercado de trabalho para medicina

Para entender a dificuldade que é entrar no mercado de trabalho, é preciso saber quais são as possíveis áreas de atuação. A pessoa que opta por cursar medicina apresenta, de fato, inúmeras possibilidades para entrar no mercado. Porém, embora sejam diversas possibilidades, as dificuldades não diminuem.

O primeiro passo é a conclusão da graduação no curso, o que exige uma dedicação de no mínimo 6 anos. Nesse momento, o aluno adquire conhecimento sobre os principais aspectos e áreas da profissão.

Com a conclusão do curso o aluno é considerado médico generalista. Depois disso, os caminhos mais escolhidos pelos recém-formados são os plantões e trabalhos na atenção primária em unidades básicas de saúde.

Nós sabemos que grande parte dos graduados almejam o título de especialista. Ou seja, além dos 6 anos de graduação é necessário entrar em programas de residência na área desejada.

Mesmo que a empregabilidade seja em torno de 97% segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), as instituições disponibilizam poucas vagas para os programas de residência médica. Há um desbalanço entre oferta e procura, afinal, a quantidade de candidatos para as vagas de especializações são elevadas.

Quando concluída mais essa etapa acadêmica da jornada médica, há maiores possibilidades para inserção no mercado. Nesse momento, as clínicas de especialidades se tornam uma opção, bem como hospitais e suas áreas específicas.

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A dificuldade dos residentes ao entrarem no mercado

Sabendo que o primeiro obstáculo consiste no ingresso aos programas de especialização, veja a seguir às outras dificuldades vividas pelos residentes!

Necessidade de especialização

Mas, afinal, por que optar por uma residência, se o título de generalista já permite atuação médica? O primeiro motivo é o conhecimento, ou seja, aprofundar em uma área de interesse que ofereça retorno e bem-estar de fazer aquilo que gosta.

O segundo motivo é as maiores oportunidades de emprego e locais para atuação, o que é um diferencial para os profissionais que apresentam apenas a licença para trabalho como generalistas.

Concorrência

Claro, não podemos nos esquecer sobre a concorrência. Como já mencionamos no artigo: há uma baixa oferta de vagas para especializações por conta da alta procura.

Além disso, a concorrência não se limita ao ingresso ao programa, mas também na permanência nele. Por isso, é preciso compromisso e dedicação para que possa se destacar, uma vez que na teoria a formação é a mesma, porém as condutas são um diferencial.

Carga horária exaustiva

Como já falamos, dedicação e compromisso são aspectos fundamentais na jornada acadêmica médica. Porém, é preciso saber diferenciar o que é saudável e o que é prejudicial. O curso apresenta uma intensa carga horária de teoria e prática, o que leva os alunos à exaustão.

É importante ressaltar a pressão do dia a dia hospitalar. Dessa forma, considerando os pontos apresentados, conciliar estudos com atividades de lazer se mostra, uma missão muito difícil.

Responsabilidades e experiência

É preciso enfatizar que a formação médica exige longos anos de estudos. Na verdade, embora sejam pré-estabelecidas as durações de graduação e respectivas especializações, a área necessita de constante busca por conhecimento e atualizações.

A profissão médica exige muito mais que teoria. A prática e a experiência adquirida na rotina é essencial quando se lida com vidas, responsabilidade que recai sobre o profissional da saúde.

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O investimento pessoal em uma clínica

Por fim, quando um profissional é registrado como especialista pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), ele pode abrir uma clínica na área em questão. Para isso, o médico dá um importante passo na carreira, deixando de ser apenas um médico e tornando-se também um empreendedor.

Além dos conhecimentos associados com a ocupação médica, é necessário buscar noções de outras áreas, como gestão, finanças, marketing e demais setores de um negócio. O bom planejamento é a chave para o sucesso, além de parcerias com profissionais competentes em suas áreas de atuação.

É fundamental contar com advogados e contadores para contemplar com os aspectos legais e econômicos vinculados à abertura de uma clínica. Com essa parte concluída, é preciso encontrar maneiras de divulgação e estabelecimento de de pacientes.

Para isso, é necessária a compreensão acerca das limitações impostas para marketing médico. Além disso, é importante determinar quais serviços serão oferecidos, bem como a precificação deles.

A princípio, investir em uma clínica pode parecer uma oportunidade assustadora e por isso, logo descartada pelo médico. Mas não podemos esquecer que existem aliados no processo. Além dos parceiros já mencionados, a tecnologia se mostra indispensável para o sucesso desse tipo de negócio.

Um software de gestão, por exemplo, concentra as tarefas operacionais do local, como agendamento de consultas, arquivos com prontuários eletrônicos, controle de fluxo de caixa, relatórios periódicos sobre desempenho e saúde financeira, entre outros.

Um software médico proporciona praticidade na rotina da clínica, deixando para os profissionais as questões estratégicas, como planejamento de metas e levantamento de recursos para o cumprimento delas.

As dificuldades dos residentes ao entrarem no mercado é um dos pontos negativos desconhecidos da medicina. Embora represente uma dificuldade durante a jornada, a empregabilidade é alta, mostrando que vale a pena todo o esforço exigido. Cabe ao profissional encontrar o caminho que mais adeque ao seu perfil de trabalho, seja em uma clínica, seja em um hospital, seja em um consultório particular.

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Sobre o autor

Yasmim Mayumi

Especialista em Marketing de Conteúdo e estudante de Letras na Barão de Mauá em Ribeirão Preto.