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O que 2020 nos ensinou sobre Telemedicina e tecnologia na saúde?

O que 2020 nos ensinou sobre Telemedicina e tecnologia na saúde?
Leia em 6 min.

A pandemia de COVID-19 em 2020 mostrou que precisamos valorizar cada vez mais profissionais de saúde, médicos, cientistas, e adotar aliadas como a Telemedicina e tecnologia na saúde.

Em 2020, o Brasil sofreu mais de 170 mil mortes devido à pandemia do SARS-CoV-2, conhecido como novo coronavírus.

Esse número não foi ainda maior porque milhares de profissionais de saúde lutaram na linha de frente, não deixaram de cuidar dos pacientes e encontraram medidas efetivas de segurança.

A Demografia Médica de 2020 do CFM também aponta que, em 2020, todos foram lembrados da importância de ter médicos protegidos pelo Brasil.

“[…] a tragédia da pandemia da Covid-19 relembrou aos países e aos sistemas de saúde, em momento de demanda excepcional e de fragilidades na oferta de serviços, o quão fundamentais são os recursos humanos e a existência de médicos em quantidade suficiente, bem distribuídos, valorizados e protegidos […].”

A Telemedicina, entre outras inovações tecnológicas, permitiu que os profissionais continuassem cuidando dos pacientes, mesmo a distância, de forma totalmente segura.

Veja neste artigo quais foram as lições mais valiosas que 2020 proporcionou para a área da saúde.

5 lições de 2020 sobre Telemedicina e tecnologia na saúde

Será que 2020 poderia ter sido diferente? Se inovações como a Teleconsulta (modalidade da Telemedicina) já fossem realidades entre médicos e pacientes, teríamos nos adaptado melhor a pandemia?

Não é possível mudar o passado, mas algo que todos podemos fazer é aprender com ele e garantir que o futuro seja diferente

Por isso, decidimos reunir os principais ensinamentos de 2020 para a área da saúde, e para o mundo. Acompanhe!

1. A regularização da Telemedicina deveria ter ocorrido há muito tempo

Em 2018, o CFM tentou regularizar plenamente a Telemedicina por meio da resolução n° 2.227

Porém, devido às polêmicas geradas entre os Conselhos de Medicina, que pediram uma inclusão mais efetiva nas discussões, foi necessário revogá-la

Tudo indicava que em 2020, mesmo antes da pandemia, o CFM iria publicar uma nova regularização.

Entretanto, a pandemia chegou de surpresa para todos, e em 15 de abril de 2020, a lei n° 13.989 que autoriza o uso da Telemedicina durante a crise de COVID-19 foi sancionada pelo presidente da república.

Um estudo da Revista de Saúde Pública do Paraná mostrou que essa foi uma medida importantíssima para o combate do novo coronavírus.

“Especificamente para o cenário de pandemia desencadeado pelo SARS-CoV-2, outra pesquisa internacional apontou a telemedicina como solução praticamente perfeita, visto que possibilita a estratificação do paciente à distância – assegurando o distanciamento social, bem como o manejo clínico e o rastreamento efetivo dos casos.”

Conheça mais sobre a história da regularização da Telemedicina neste vídeo:

Os benefícios da Telemedicina atuam além da pandemia.

Independentemente da época, ela diminui listas de espera por atendimento, reduz custos, e possibilita o acesso à saúde de qualidade  em regiões remotas.

Além disso, ela oferece segurança total para práticas que já ocorriam antes da pandemia, como solução de dúvidas de pacientes por ferramentas de mensagens ou ligações.

Veja o depoimento do Dr. Chao Lung Wen, professor associado da USP com livre docência em Telemedicina pela FMUSP.

“A Telemedicina é uma evolução natural dos cuidados de saúde no processo da transformação digital da sociedade como um todo. A cada dia, torna-se mais indiscutível a capacidade que ela tem de melhorar a qualidade, a equidade e a acessibilidade. Vale destacar que não existe competição entre medicina e Telemedicina. O que realmente existe é […] a medicina conectada com o uso da Telemedicina.”

O professor também critica o uso de aplicativos genéricos de mensagens como opção de atendimento de Telemedicina.

“É preciso tomar cuidado, pois aplicativos de mensagens instantâneas, tipo Whatsapp, foram criados para serem recursos para facilitar a comunicação entre as pessoas e não foram projetados para terem recursos de segurança profissional para evitar vazamentos de dados, checagem de autenticidade de pessoas, manutenção de integridade de dados, entre outros.”

É provável que se a Telemedicina fosse regularizada antes da pandemia, os médicos teriam mais preparo para utilizá-la, e os softwares médicos também teriam desenvolvido a Teleconsulta com antecedência.

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2. É preciso democratizar o acesso à saúde para todos urgentemente

A Demografia Médica de 2020, citada no início do conteúdo, também revelou que, em 2020, o Brasil atingiu a marca de mais de 500 mil médicos.

Porém, ainda há uma forte desigualdade na distribuição dos profissionais pelo país.

“Chega-se, entre tantas outras, a uma constatação — já conhecida e compartilhada –, que se resume em um paradoxo aparente: nunca foram registrados tantos médicos no Brasil, mas o país e sua população não se beneficiam igualmente desse crescimento.”

A pesquisa afirma que no conjunto das capitais, existem 5,65 médicos por mil habitantes, enquanto no conjunto das cidades do interior, há 1,49 médicos por mil habitantes.

Ou seja, a maior parte da população não tem acesso a diversos especialistas, e muitos pacientes precisam sair de suas cidades para serem atendidos.

Regiões de difícil acesso também carecem de atendimentos médicos, um fator gravíssimo em épocas de pandemia, como foi a de 2020, e ainda está sendo em 2021.

A Teleconsulta é uma poderosa ferramenta para democratizar o acesso à saúde, uma vez que elimina a distância entre médicos e pacientes, mas também exige investimentos nos sistemas de saúde.

Assista nosso vídeo para descobrir outras vantagens da Telemedicina e seus impactos após 2020:

3. A tecnologia é uma aliada, e não uma inimiga

Tudo que é desconhecido causa receio, e as inovações tecnológicas nem sempre foram vistas como aliadas pela comunidade médica. 

Os próprios pacientes desconfiavam de equipamentos como o raio-X, pois acreditavam que eles viam através dos muros e invadiam a privacidade. Leia este artigo para entender mais sobre o caso.

É claro que as tecnologias, como os sistemas médicos, impressoras 3D, inteligência artificial, entre outras, precisam passar por uma regularização e devem ser totalmente seguras.

Mas os avanços são criados por seres humanos e são para nós: a tecnologia deve ser utilizada a favor da saúde, dos médicos, dos pacientes.

Os médicos nunca serão substituídos. 

Mesmo que robôs sejam criados, eles ainda precisam ser treinados por profissionais de saúde, e nunca sentirão empatia com os pacientes, por mais que entendam suas condições.

Portanto, é fundamental que a tecnologia seja vista como uma aliada poderosa, e não uma ameaça, para que avanços como a Telemedicina possam ser cada vez mais comuns no Brasil.

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4. Os médicos precisam aprender sobre tecnologia e inovação

A educação médica continua mesmo depois da graduação e dos anos de residência.

A partir do momento que os profissionais buscam aprender matérias como tecnologia, inovação, gestão e empreendedorismo, é possível aumentar a qualidade de atendimento para os pacientes.

Pense nas diferenças entre um médico que nunca usou um software médico ou uma ferramenta de Teleconsulta, e um que já usa um sistema há vários anos.

Aquele que estiver mais familiarizado com a tecnologia com certeza terá mais facilidade, e irá conseguir proporcionar uma experiência mais agradável aos pacientes.

Para ajudar aqueles que mais precisam de atenção e cuidado, é essencial continuar se inovando e aprendendo sobre as ferramentas que auxiliam no tratamento à saúde, não concorda?

5. É preciso investir na educação de pacientes e disseminar informações confiáveis

Um dos maiores desafios na pandemia foi garantir que apenas informações confiáveis e válidas circulassem entre os pacientes, principalmente sobre medicamentos e medidas de segurança.

Fake news sobre a COVID-19 dificultaram ainda mais a luta contra a pandemia, o que impactou diretamente os profissionais de saúde.

A melhor forma de lutar contra a desinformação é com a educação

Produzir conteúdos para pacientes, divulgar em canais como redes sociais, mensagens e e-mail, é uma das maneiras de ser uma fonte confiável para seus pacientes.

Assim, ao invés de buscar informações em qualquer lugar da internet, eles sabem que podem ir ao seu site, ou enviar uma mensagem para seu e-mail, pois você terá dados confiáveis.

Esses são os principais ensinamentos de 2020 sobre Telemedicina e tecnologia na saúde

Você aprendeu outras lições? Compartilhe com a gente aqui embaixo nos comentários. 🙂

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