Consultório médico em farmácias: o que é e como pode funcionar?

Consultório médico em farmácias: o que é e como pode funcionar?

Leia em 5 min.

O consultório médico em farmácias pode permitir que os pacientes tenham uma orientação ainda melhor sobre os medicamentos prescritos, evitando alguns erros comuns.

A área da saúde se inova constantemente, e mais novidades surgem a todo momento. Uma delas é o conceito de consultórios médicos em farmácias. 

O consultório médico em farmácias e drogarias tem como principal objetivo melhorar o atendimento aos pacientes, visando um aumento na qualidade da saúde e o cuidado com a prevenção.

Esse consultório está ganhando espaço no mercado, e novos projetos de lei buscam regularizar o papel do médico dentro desses estabelecimentos. 

No artigo da G1 sobre consultórios em farmácias, a importância desse espaço foi enfatizada por meio de um caso de uma paciente que reclamava de dor na hora de urinar:

“A consulta revelou que ela estava tomando dois anti-inflamatórios com a mesma função, receitados por dois médicos diferentes. A combinação era tóxica para os rins. O profissional [farmacêutico] pediu que ela suspendesse o uso de um dos remédios, e voltasse ao médico para reavaliar o tratamento. Esse tipo de intervenção rápida faz diferença na vida dos pacientes.”

Descubra neste artigo como um consultório médico em farmácias e drogarias pode funcionar, e tire todas as suas dúvidas. Acompanhe!

Como o consultório médico em farmácias pode funcionar?

Um consultório em farmácia é totalmente diferente de um consultório médico padrão. Os objetivos são diferentes, e não são todos os tipos de procedimentos que são autorizados. 

No consultório farmacêutico, o profissional farmacêutico irá auxiliar os pacientes sobre os medicamentos prescritos, buscando alertar sobre interações medicamentosas, e realizando as orientações importantes. 

O espaço é voltado para solucionar as principais dúvidas dos pacientes, acompanhar seus tratamentos, e até mesmo integrar os profissionais envolvidos para que situações como uma combinação tóxica seja evitada.

Diferente de um consultório farmacêutico, no qual apenas o farmacêutico atua, um consultório médico em farmácias pode permitir que os médicos solucionem dúvidas que não seriam tiradas no balcão de atendimento por um farmacêutico. 

É uma vantagem para a segurança do paciente, e principalmente para sua privacidade. 

Porém, existem muitos receios relacionados aos consultórios médicos em farmácias, e até mesmo controvérsias por parte dos médicos. 

A seguir, iremos trazer os principais questionamentos levantados em relação a essa prática, e qual é a tendência dos consultórios em farmácias na área da saúde. Aproveite o conteúdo!

Consultório médico em farmácias

1. O consultório médico em farmácias é regulamentado?

O Conselho Federal de Farmácia (CFF), desde 2013 possui as regulamentações 585 e 586, em que o conceito de consultório farmacêutico é definido como um espaço de atendimento personalizado ao paciente. Em agosto de 2014, na Lei 13.021/14, o CFF apresenta um apoio formal para a existência desse espaço.

Porém, o consultório farmacêutico apenas permite que o profissional farmacêutico realize o atendimento em seu espaço, e não os médicos.

De acordo com as informações divulgadas pelo Censo Demográfico Farmacêutico (ICTQ), existem 1.453 consultórios farmacêuticos em todo o Brasil. 

Apesar dos farmacêuticos já terem esse espaço regulamentado, o Conselho Federal de Medicina ainda não tem esse assunto esclarecido em suas normas. 

Porém, o projeto da Lei 6534/19 visa regulamentar o funcionamento de um consultório médico em farmácias e drogarias. Segundo o projeto, o médico deve ter suas atividades limitadas ao atendimento dos pacientes em um horário pré-definido. 

Além disso, o médico precisa ser clínico geral, atender todas as exigências sanitárias, ter a autorização do Conselho Regional de Medicina e estar em um espaço separado da unidade farmacêutica, entre outras exigências.

Quer saber mais? Confira aqui o projeto da lei na sua íntegra.

O Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade aborda em sua divulgação sobre o projeto de lei um comentário do deputado Juninho do Pneu, autor do projeto:

“Os hospitais cheios prejudicam o atendimento dos pacientes. Às vezes, um procedimento sumário e rápido já é suficiente para diagnosticar um pequeno problema de saúde, o que esvazia os hospitais e deixa o atendimento para os que realmente precisam.”

Embora uma parte dos médicos tenha receio em relação aos consultórios médicos em farmácias, é inegável que esses espaços são uma tendência na área da saúde. Por isso, é fundamental manter-se atualizado sobre essa novidade.

2. Quais procedimentos podem ser realizados em consultórios farmacêuticos?

Como o foco dos consultórios farmacêuticos é em um atendimento rápido para solucionar dúvidas dos pacientes, os procedimentos autorizados são selecionados com muito cuidado.

Confira a seguir uma lista sobre os principais atendimentos de consultórios farmacêuticos:

  • Orientação sobre os medicamentos
  • Integrar os profissionais de saúdes dos pacientes para buscar um tratamento integrado 
  • Prevenção para casos como interações medicamentosas e alta dosagem

Os procedimentos citados são regulamentados pelo Conselho Federal de Farmácia, ou seja, caso os consultórios médicos em farmácias sejam regulamentados, é provável que mudanças sejam implementadas visando os médicos.

3. Procedimentos proibidos nos consultórios farmacêuticos 

Apesar dos procedimentos proibidos serem regulamentados pelo CFF, caso o projeto de Lei 6534/19 seja aprovado, é provável que ocorram algumas mudanças. Afinal, o Conselho Federal de Farmácia proibiu os seguintes atendimentos pensando nos profissionais farmacêuticos, e não médicos. 

  • Prescrever medicamentos que exigem aprovação médica 
  • Alterar medicamentos que foram prescritos por médicos 
  • Realizar procedimentos exclusivos de médicos, como diagnósticos 

Como já comentamos, ainda existe uma certa polêmica em relação aos consultórios médicos em farmácias, e estes ainda não foram regulamentados. Mas é importante avaliar todos os aspectos, seus prós e contras.  

Continue a leitura e descubra os principais benefícios desses consultórios.

4. Por que ter um consultório médico em farmácias?

Os consultórios médicos em farmácias beneficiam, principalmente, os pacientes. 

Normalmente as orientações limitam-se aos balcões das farmácias e, com um espaço exclusivo para atendimento, os pacientes podem sentir ainda mais segurança, solucionando todas as suas dúvidas.

Além disso, como o próprio deputado que elaborou o projeto de Lei 6534/19 comenta, esse espaço pode reduzir a superlotação em hospitais, aumentando a qualidade do serviço médico até para os pacientes que não estão nas farmácias.

Dê uma olhada em um recorte da justificativa da Lei: 

“Trata-se de Projeto de Lei que visa implementar o programa de médicos nas farmácias […]. A praticidade nos tempos atuais, é sinônimo de qualidade de vida e a primazia pela segurança do atendimento, sendo importante para os próprios pacientes serem atendidos de forma rápida e urgente. Ademais, é importante ressaltar que os alunos que irão se tornar médicos, possam dispor de mais vagas de trabalho.”

Esse espaço, segundo o profissional Ronaldo Ribeiro citado na G1, também previne riscos da auto medicamentação, por meio de um atendimento personalizado.

“Um estudo do ICTQ que ouviu 2.115 pessoas em todas as regiões do Brasil, aponta que 73% da população prefere farmácias que tenham consultórios para atendimento.”

E para você, qual é a vantagem do consultório médico em farmácias? Possui outros receios que não foram abordados no artigo? 

Compartilhe sua opinião aqui embaixo nos comentários, e inscreva-se na nossa newsletter para continuar atualizado sobre as principais tendências na área da saúde.

Gostou do conteúdo? Compartilhe com seus amigos!


Sobre o autor

Yasmim Mayumi

Especialista em Marketing de Conteúdo e estudante de Letras na Barão de Mauá em Ribeirão Preto.