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Wearables na Medicina: veja o avanço da tecnologia na área da saúde

Wearables na Medicina: veja o avanço da tecnologia na área da saúde
Leia em 5 min.

Os wearables são dispositivos vestíveis inteligentes que permitem o monitoramento remoto dos pacientes, ao coletar, processar e exibir dados em tempo real para médicos e demais profissionais de saúde.

A Medicina está cada vez mais centrada no paciente. Com a ajuda de inovações tecnológicas, os médicos podem engajar os pacientes em seus tratamentos e trabalhar na prevenção, ao invés de apenas na cura.

Um estudo da Accenture mostra que 87% dos consumidores e 94% dos médicos concordam que os wearables fortalecem o engajamento dos pacientes com a saúde.

“Os consumidores estão dispostos a compartilhar dados de wearables ou de aplicativos com um médico (89%) ou enfermeiro (80%) […] os pacientes buscam nova direção para a utilização de ferramentas digitais para acompanhar sua saúde.”

Neste artigo você vai aprender:

O que são os wearables?

Os wearables são dispositivos vestíveis inteligentes.

Muito além de relógios que se conectam à internet e enviam e-mails, eles também são capazes de monitorar batimentos cardíacos, passos, distância percorrida, qualidade do sono, entre muitas outras funcionalidades.

Por essa razão, esses mecanismos vêm adquirindo destaque na área da saúde e já são aplicados em estudos médicos, em tratamentos e, muito em breve, em hospitais.

Com uma aceitação ainda tímida no Brasil, eles estão se tornando parte integral da rotina de muitas pessoas e estão ajudando no monitoramento da saúde cotidiana.

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3 benefícios dos wearables na Medicina

1. Auxílio na Telemedicina

A Telemedicina consiste no serviço médico prestado a distância, seja ele uma consulta, um diagnóstico, exame ou até mesmo cirurgia. Essa modalidade só pode ser alcançada por meio da tecnologia.

É inegável que os wearables, como smartphones e smartwatches, facilitam o atendimento a distância.

Em primeiro lugar, o paciente consegue enviar os dados de seus sinais vitais para o médico a qualquer hora. Como o wearable está sempre perto, os dados são coletados a todo instante.

Quantidade de passos, qualidade do sono, batimentos cardíacos, calorias gastas, ciclo menstrual, pressão arterial, identificação de quedas bruscas, todas essas informações podem ser coletadas.

Se o profissional contar com um prontuário eletrônico, esses dados estarão atualizados sem a necessidade de um exame físico, o que torna o cuidado com a saúde mais prático para o paciente.

2. Engajamento no tratamento

Algum paciente já começou um tratamento e não deu continuidade? Quantos pacientes simplesmente nunca marcaram um retorno?

Esses cenários são comuns para a maior parte dos profissionais de saúde. 

Vários motivos podem causar o desengajamento do paciente, como uma rotina agitada, falta de conscientização, situação sócio-econômica, entre outros.

Porém, quando os maiores motivos são a perda de motivação ou dificuldade de buscar orientações médicas devido ao dia a dia corrido, os wearables são uma ótima solução.

Como eles estão coletando dados sem que o paciente precise fazer nada além de vesti-los, no final do dia eles conseguem ter um relatório sobre sua saúde e notar o que podem mudar nos próximos dias.

Com a ajuda das Teleconsultas (consultas a distância), o médico pode orientar o paciente com base nas informações coletadas sem que ele saia de casa.

Ou seja, o paciente consegue investir no cuidado com a saúde sem interromper sua rotina, ao mesmo tempo que melhora sua qualidade de vida.

3. Foco na prevenção da saúde

Atualmente, o sistema de saúde brasileira lida principalmente com casos de cura de doenças. Para a maioria dos pacientes, as doenças poderiam ter sido evitadas com medidas de prevenção.

Diabetes, pressão alta, doença pulmonar obstrutiva crônica, obesidade, são apenas alguns exemplos de doenças que, para a maioria das pessoas, poderiam ter sido evitadas.

Mesmo quadros clínicos que não poderiam ter sido evitados, quando são identificados precocemente, possuem mais chances de efetividade no tratamento.

Os wearables são instrumentos excelentes para atuar na prevenção ao invés de focar apenas na cura de doenças. Todos os dados que eles coletam podem mostrar indícios de doenças futuras.

Com a base de informações dos wearables e o conhecimento técnico dos médicos, os pacientes do mundo inteiro podem se beneficiar com pesquisas e descobertas de sintomas em comum entre diferentes pacientes.

Além disso, os médicos conseguem orientar seus pacientes sobre como ter um estilo de vida mais saudável, com base no que já sabem sobre o dia a dia dessa pessoa.

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3 exemplos de wearables na Medicina

A utilização desses dispositivos na área médica vem sofrendo uma aceleração por motivos óbvios: eles podem melhorar muito a qualidade dos tratamentos e, até mesmo, salvar vidas.

Graças ao avanço da tecnologia, muitos desses dispositivos já contam com uma enorme possibilidade de recursos e monitoram diversas funções vitais, como o nível de açúcar no sangue, nível de dor e temperatura da pele.

Veja a seguir uma lista com alguns exemplos de wearables!

1. Fitbit

Um exemplo de wearable popular que já começou a impactar positivamente a rotina das pessoas é a Fitbit

Essa pulseira monitora atividades físicas, quantidade de passos e, entre outras coisas, a frequência de batimentos cardíacos de seus usuários.

Uma curiosidade sobre a Fitbit é que graças a esse dispositivo, recentemente, um americano conseguiu identificar a gravidez de sua esposa por meio da frequência de batimentos cardíacos mostrados na pulseira dela.

2. Valedo

Existem também wearables específicos para tratar de dores nas costas, como o Valedo, no qual sensores são ligados ao usuário que começa a jogar um jogo onde os movimentos de suas costas dão as direções dos personagens do game. 

Dessa forma, a pessoa exercita seus músculos enquanto se diverte.

3. Chrono Therapeutics

Há também dispositivos que prometem ajudar as pessoas a pararem de fumar

A Chrono Therapeutics tem sensores que detectam mudanças no corpo e, por meio de um algoritmo próprio, detecta se a pessoa tem um desejo por cigarro e nicotina.

Assim, o usuário pode tomar alguma atitude, ou mesmo medicação, para “acalmar” o vício.

O universo dos wearables na Medicina é vasto, e conta com tecnologias para tratar desde asma até úlceras.

Com o tempo, novos dispositivos surgem com o objetivo de melhorar a saúde das pessoas.

Futuro dos wearables na Medicina

O grande desafio para o futuro dos wearables na Medicina é a análise de todos esses dados que são gerados.

Como o volume de informações é muito alto, será preciso criar algum tipo de crivo e maneiras de transformar todos esses números em “resumos” úteis para o profissional da saúde.

Umas das soluções mais discutidas por estudiosos da área incluem a criação de um banco em que os dados gerados pelos usuários são transmitidos e armazenados.

Esses dados poderão ser usados posteriormente para prevenir problemas de saúde ou criar diagnósticos e tratamentos.

Esse modelo permitirá que diversas alterações corporais possam ser identificadas antecipadamente, graças à colaboração de outros usuários.

Neste artigo você aprendeu o que são os wearables na Medicina, seus benefícios, como eles funcionam na prática e qual é a tendência para o futuro. Espero que tenha sido útil!

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