O futuro da receita digital após a pandemia

O futuro da receita digital após a pandemia

Rafael Moraes Ferramentas para Clínica Leave a Comment

Leia em 3 min.

A pandemia elevou a Telemedicina e a receita digital a um novo patamar de reconhecimento, isso é fato. Embora ambas já existissem, não havia uma percepção clara de seus enormes benefícios pelo público em geral. Tudo indica que o futuro da receita digital após a pandemia é a sua continuidade na rotina dos profissionais de saúde.

Antes da pandemia, a Telemedicina já era amplamente discutida em diversas esferas da sociedade no Brasil. Seus prós e contras sempre foram colocados na balança e muitos entraves e resistências atrasaram sua adoção. 

A COVID-19, sem dúvida, do dia para a noite, tornou-a uma prática essencial e, mais do que isso, comprovou sua efetividade.

Outra tecnologia que emergiu nesse contexto foi a prescrição digital. Embora ela já existisse aqui no Brasil desde 2012, com o aumento das consultas à distância sua necessidade se impôs. 

Desde o início da crise de saúde pública que estamos vivendo, ela incorporou-se à cadeia da saúde de forma muito expressiva.

A receita digital tornou-se essencial para garantir o acesso à população aos medicamentos, viabilizou uma das etapas mais importantes do tratamento e, ainda, ajudou a proporcionar segurança ao paciente garantindo o entendimento exato do produto prescrito na receita.

Como resultado, hoje, mais de 150 mil médicos estão cadastrados, 25 mil farmácias passaram a dispensar medicamentos usando a receita digital e mais de 1 milhão de prescrições eletrônicas realizadas, até meados de junho, via Memed. 

Mas, o que justifica a continuidade da receita digital após a pandemia?

Se há algo que pode seguir ajudando e facilitando a vida de médicos e pacientes, isso é, sem dúvida, a tecnologia da prescrição eletrônica. 

Veja alguns pontos que demonstram que ela veio para ficar.

1. A receita digital pode ser usada em qualquer tipo de consulta

O médico pode prescrever eletronicamente tanto em consultas no modelo tradicional —  aquela em que o paciente vai até o consultório — como à distância.

Mesmo antes da pandemia, a prescrição de alguns medicamentos já havia sido regulamentada digitalmente.

Além disso, favorece os médicos no ato da prescrição com recursos como um banco de informações sobre medicamentos, checagem de interações medicamentosas e alergias, que agilizam o processo e garantem a segurança do paciente.

2. A receita digital diminui as chances de eventos adversos associados à medicação

Uma das maiores dores de cabeça da receita emitida manualmente pelo médico é ter certeza do que está escrito nela. Aí entra a popular expressão “letra de médico”.

A receita digital garante 100% a compreensão do que foi prescrito. Ou seja, traz segurança para o farmacêutico que sabe exatamente o que deve dispensar. Além de evitar que o paciente cometa algum equívoco na administração do medicamento, por que não entendeu a orientação escrita.

3. A prescrição eletrônica diminui os riscos de fraudes

Falsificar receitas e atestados médicos é algo bem simples, em especial nos grandes centros urbanos.  

Clonar dados pessoais de médicos para utilizar o nome, o número do Conselho Regional de Medicina (CRM) e criar um carimbo falso são práticas recorrentes em prescrições de receitas médicas escritas a mão em farmácias e drogarias.

A receita digital conta com a assinatura eletrônica para assegurar sua originalidade e autenticidade.

4. Comodidade e agilidade 

Quem nunca precisou comprar um medicamento e não conseguiu fazer isso porque esqueceu a receita em casa ou, pior, perdeu o documento?  Como a receita digital é enviada por SMS, e-mail e, em breve, por outros meios digitais, ela estará sempre disponível e acessível para o usuário.

No balcão, basta apresentar a receita digital e o farmacêutico, em poucos minutos, fará a verificação da autenticidade e dispensação.

5. A receita digital é gratuita e fácil de usar

A plataforma de prescrição da Memed é totalmente gratuita para médicos, pacientes e drogarias. Não há dificuldade para o médico prescrever ou para o usuário apresentar a receita no balcão da farmácia, tudo é feito com poucos cliques, inclusive a assinatura eletrônica.

Além disso, a Memed é integrada com alguns softwares médicos, como o iClinic, que possui funcionalidades como Teleconsulta integrada ao prontuário eletrônico, controle financeiro, marketing, relatórios e gráficos automáticos, entre outros.

Você já utiliza a receita digital no seu dia a dia? Concorda que ela irá ficar no futuro após a pandemia? Compartilhe sua opinião aqui embaixo nos comentários!


Sobre o autor

Rafael Moraes

Rafael Moraes possui formação médica e especialização nas áreas de clínica médica e dermatologia, e é CMIO da Memed, empresa de prescrição eletrônica para médicos.