Passo a passo para ter uma ótima segurança na auditoria clínica

Passo a passo para ter uma ótima segurança na auditoria clínica

Erika Monteiro Gestão da Clínica Leave a Comment

Última atualização em

Leia em 3 min.

Conquistar uma proteção eficiente dos dados médicos do consultório não é uma tarefa fácil, principalmente quando falamos de uma auditoria clínica. 

A auditoria clínica é um processo fundamental para qualquer estabelecimento médico que busca melhorar sua qualidade de atendimento. 

Por isso, os profissionais de saúde buscam aprofundar cada vez mais, seus conhecimentos sobre esse processo. Com a chegada da LGPD, a proteção das informações também se torna ainda mais importante.

Neste artigo, os especialistas da Carefy, empresa de software de acompanhamento de internação hospitalar, compartilharam dicas exclusivas sobre segurança na auditoria clínica.

Continue a leitura e descubra quais são elas!

Auditoria clínica e a transformação digital

A digitalização do serviço de saúde é um movimento recente. 

Com cada vez mais os estabelecimentos médicos usando o prontuário eletrônico, é natural que as operadoras de saúde também se adequem aos poucos, a essa nova forma de auditoria clínica

No entanto, ainda encontramos muitos profissionais que utilizam papel, WhatsApp, e-mail e outras ferramentas sem estarem atentos às implicações que seu uso traz.

Veja a seguir os riscos de continuar utilizando essas ferramentas. 

1. Auditoria clínica e os dados de saúde 

Como é sabido, durante a prática da auditoria clínica, são consultados dados sensíveis de pacientes. Tanto informações pessoais, quanto informações clínicas. 

Ambos os dados são considerados confidenciais e devem ser protegidos. 

Muitas vezes o auditor também precisa tomar nota, ou registrar essas informações para justificar seu trabalho para os estabelecimentos, registrando dados pessoais, informações da evolução e da conta médica do paciente.

Isso geralmente é realizado usando ferramentas como papel e caneta, e enviados por WhatsApp ou e-mail. 

Entretanto, o que os auditores e as instituições de saúde ainda esquecem, é o seguinte ponto fundamental: a segurança dos dados pessoais e clínicos dos pacientes da auditoria clínica.

2. Riscos e implicações do uso dessas ferramentas na auditoria clínica

Você garante que na sua instituição, clínica, operadora de saúde ou consultório, todos os dados dos pacientes estão protegidos durante o processo? 

O grande risco envolvido do uso de ferramentas como papel, WhatsApp e e-mail é o extravio dos dados

Um e-mail pode ser enviado para um destinatário errado, uma mensagem de aplicativo pode ser encaminhada para outras pessoas, papéis podem ser perdidos após a realização da auditoria clínica. 

Ainda em 2020, todas as instituições de saúde, incluindo clínicas e consultórios, terão que se adequar à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). 

Dessa forma, os estabelecimentos devem garantir que dados de pacientes estejam seguros, tanto em relação a seus processos, como aos sistemas usados, sendo responsáveis legalmente por essas informações. 

Para aqueles que não se adequarem à lei, a multa vai de 5% do faturamento da empresa, até 50 milhões de reais

Como aumentar a segurança dos dados de saúde na auditoria clínica?

Assim como nas outras vertentes de atendimento, uma forma de aumentar a segurança dos dados de saúde na auditoria clínica, é por meio da informatização e automação dos processos. 

Muitas empresas de tecnologia já estão adequadas à LGPD, e seus sistemas já realizam a transformação digital no processo da auditoria.

Diversos estabelecimentos já automatizam os e-mails, e fornecem uma ferramenta de mensagens internas, aumentando assim, a segurança das informações em saúde

Quanto maior o volume de dados de saúde e maior o número de pessoas envolvidas na operação, maiores os riscos. 

Dessa forma, evite utilizar ferramentas que possuem pouco controle ou rastreamento. 

É importante que você busque auxílio jurídico na adequação da sua instituição de saúde quanto à LGPD, que informatize seu processo para minimizar erros, e busque ferramentas seguras de fornecedores já adequados a lei. 

Toda cautela é pouco quando o assunto é dados em saúde. 

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Sobre o autor

Erika Monteiro

COO e cofundadora da Carefy, plataforma de gestão e monitoramento de pacientes internados para auditoria de internações de operadoras de saúde.