Como contratar um arquiteto para sua clínica

Como contratar um arquiteto para sua clínica

Leia em 5 min.

Começar sua carreira, constituir uma nova sociedade ou simplesmente mudar sua clínica de endereço. Tem vários motivos para pensar em um novo espaço para seu consultório.

É neste momento que você vai precisar contar com o expertise de um arquiteto para garantir que sua clínica atenda a todas as regulamentações pertinentes, fique funcional, acolhedora, com a sua cara e ainda fique pronta o mais rápido possível.

Como escolher o profissional

Mas como escolher um bom arquiteto?

A escolha do arquiteto não difere muito da escolha de um médico ou um dentista. Em geral o que mais funciona são as indicações (ou contra-indicações) de colegas que já passaram pela experiência.

Dentre as indicações, tenha apenas o cuidado de verificar se o profissional tem familiaridade e experiência com arquitetura para a saúde (ou arquitetura hospitalar), pois há muitos detalhes bem específicos para essa área.

Um profissional muito bom, mas sem conhecimentos específicos, poderá atrasar sua obra por idas e voltas com órgãos fiscalizadores como a Vigilância Sanitária.

Não fique constrangido em consultar ex-clientes de cada um para saber como foi a experiência. Eles fariam o mesmo ao escolher você para um tratamento ou cirurgia.

Para saber como escolher o papel de parede ideal para seu consultório, clique aqui.

Compare

Exceto se você realmente se encantar por um profissional, recomendo fortemente que entre em contato com pelo menos três arquitetos e peça propostas.

Compare as propostas, não apenas no preço, mas também em outros componentes importantes deste documento, inclusive etapas anteriores a ele. Veja:

– Antes do orçamento

Para propor os serviços que você precisa, o arquiteto vai pedir uma série de informações para entender suas necessidades e também as condições em que ele prestaria seus serviços a você. Uma espécie de anamnese.

Se ele não cuidar bem dessa etapa, poderá propor um escopo de serviços ou prazos que depois não vão cumprir com suas necessidades e expectativas.

Isso poderá atrapalhar o cronograma de implantação da clínica ou, pior, gerar conflitos entre você e seu arquiteto ao longo do projeto e da obra.

– O que o arquiteto precisa saber

Observe o cuidado do profissional nessa etapa de coleta de informações. Ele precisa conhecer a situação da clínica, por isso deve fazer perguntas importantes, por exemplo:

Quais atividades serão desenvolvidas na clínica? Haverá coleta de exames em laboratório parceiro? Haverá esterilização de materiais ou será externa? Haverá separação de resíduos recicláveis? E o enxoval, será todo descartável? Etc.

• Em caso de clínicas em edifícios comerciais: quais são as normas internas do condomínio? Há limitações de horários e trânsito de materiais e maquinários durante a obra?

• Em caso de reforma de um imóvel, ele deve querer conhecer o imóvel pessoalmente, para conferir as condições em que se encontra e o tipo de estrutura para entender sua flexibilidade para alterações, etc.

Propostas

Ao receber as propostas, verifique que elas contenham, pelo menos, as seguintes informações:

Escopo

O escopo é uma espécie de lista dos serviços que serão fornecidos. Por exemplo:

• Quantas reuniões com o cliente,

• Se for reforma, o levantamento cadastral da edificação, que é o desenho dela como está antes da reforma,

• Imagens 3D,

• Se inclui projeto das marcenarias (móveis a serem confeccionados sob medida),

• Iluminação,

• Visitas à obra.

​Etapas

Em geral, todos os projetos arquitetônicos, ainda que sejam apenas de interiores, seguem mais ou menos o mesmo roteiro, e o pagamento das parcelas costuma ser atrelado à conclusão de cada etapa:

Estudo preliminar: quando a planta básica é definida, com a divisão dos ambientes e circulações.

Anteprojeto: quando já aparecem as peças sanitárias, algo de mobiliário (que a gente chama de layout), abertura de portas e janelas.

Projeto legal (ou para aprovação): quando a evolução do  projeto para um pouquinho para preparar os desenhos que serão apresentados à Prefeitura, Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros e demais órgãos fiscalizadores. Assim, esses processos de aprovação podem começar enquanto é elaborado o Projeto Executivo.

Aliás, todo o processo de aprovação do projeto está incluso na proposta? Seu contador é quem vai fazê-lo? Certifique-se de que esteja claro de quem será essa responsabilidade, pois é uma grande burocracia que certamente precisa ser conduzida por um profissional.

Projeto Executivo: quando os desenhos vão para a obra e são usados pelos profissionais que vão executar a montagem da clínica. Também com esses desenhos é elaborada a planilha de quantificação e especificação dos materiais que serão usados.

Projetos complementares: são os projetos de instalações elétricas, hidráulicas, cálculo de estruturas, etc. Geralmente elaborados por engenheiros, que você pode contratar diretamente ou parceiros que seu arquiteto já está acostumado a trabalhar, o que costuma acelerar bastante o processo.

Contratar arquiteto para clínica

Dica: se o seu arquiteto já tem parceiros para esses projetos, você pode pedir para ele incluir na proposta inicial. Assim você poderá prever seus custos e prazos com projetos e se planejar melhor.

​Revisões e ajustes

Não é raro que você peça algumas alterações e ajustes quando receber o estudo preliminar e depois no anteprojeto.

Aliás, recomendo que só aprove o anteprojeto quando tiver certeza, pois fazer alterações no projeto legal ou no executivo vai complicar muito as coisas, atrasar a implantação da clínica e seu arquiteto poderá cobrar em separado.

Por isso é sempre bom já ficar claro na proposta: quantas revisões estarão inclusas no preço e nos prazos?

​Prazos e preços

Imprescindível. Este item deve apresentar os prazos máximos para entrega de cada etapa. Poderá ser em dias úteis ou corridos e incluir condições, por exemplo, se o prazo vai se alterar se houver revisões ou se o prazo vai começar a ser contado a partir de ações suas (como aprovar por escrito a etapa anterior).

Quanto mais esclarecidos forem os ​preços e formas de pagamento, melhor. Afinal, combinado não sai caro!

Dica extra: as propostas costumam ser feitas sobre um template, até para manter um padrão. Mas vejo muitos colegas elaborando as propostas com pressa, esquecendo de conferir detalhes, como a sequência numérica dos itens ou a repetição de especificações. Parece preciosismo, eu sei. Mas se você parar para pensar: se o profissional não teve esse cuidado com o que apresenta a você num momento em que quer te “conquistar”, será que vai ter cuidado com o projeto depois que a contratação estiver garantida?

Comparando as propostas

Provavelmente você já sabe o que vou dizer: só se podem comparar preços de laranjas com laranjas. Como estão os escopos? São iguais? Incluem os mesmos serviços? Se a resposta for “não”, então não será seguro escolher pelo preço, não é mesmo?

Se você ficar muito indeciso entre dois profissionais, não hesite em pedir que alterem os escopos, incluindo ou excluindo itens, de forma a que fiquem iguais.

Veja como a decoração afeta seus pacientes. Leia este artigo.

Sobre o autor:

Arquiteta Ellen Hardy, pós-graduada em Administração Hospitalar, se realiza profissionalmente ajudando hospitais e clínicas a incrementarem a funcionalidade, o humanismo e a sustentabilidade de seus edifícios.

Espero que as dicas da Ellen Hardy tenham te ajudado. Leia agora nosso eBook de Arquitetura e Decoração para clínicas e fique por dentro de tudo que precisa para deixar seu consultório perfeito!

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Sobre o autor

Tales Buonarotti

Especialista em Inbound Marketing, Inside Sales e Gestão. Formado em Administração pela Universidade de São Paulo.