demografia médica

Qual a demografia médica de 2015?

Recentemente, pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP em associação com o CFM (Conselho Federal de Medicina) e o CREMESP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) anunciaram para o público geral os mais novos dados do estudo anual da profissão médica — a Pesquisa da Demografia Médica.

A pesquisa engloba informações e estatísticas de extrema importância como a quantidade de profissionais disponíveis no Brasil, suas especialidades e formações, a distribuição de médicos nas regiões e estados do país, entre outros dados.

Confira as principais conclusões deste extenso estudo e por que tal conhecimento é vital para o planejamento e para a execução das medidas públicas de saúde no Brasil.

Mulheres na Medicina

Segundo os dados da Demografia Médica,** as mulheres já são maioria entre os profissionais com menos de 29 anos**, somando 56% de todos os médicos nessa faixa etária.

A pesquisa mostra que as mulheres correspondem a 52,7% dos profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde, contra 47,3% de homens. No entanto, é o setor masculino que domina os campos profissionais privados e também é maioria dos que atuam em ambas as esferas concomitantemente.

Além disso, é indicado que o SUS tem mais médicos jovens que os sistemas privados — cerca de 40% de profissionais de até 35 anos atuam publicamente contra 19% que atuam no campo particular.

Esta diferença provavelmente está relacionada com o salário médio mais baixo do SUS em relação à esfera privada.

Distribuição desigual de profissionais

O estudo do CFM relata a existência de mais de 430 mil médicos no Brasil, o que corresponde a cerca de 2,11 médicos para cada 1.000 habitantes, sendo que, em 2015 observou-se aproximadamente 10,2 recém-formados para cada 100 mil pessoas.

Estas taxas são próximas dos índices obtidos em países desenvolvidos como Estados Unidos, Canadá e Japão e são maiores que as razões de Chile, China e Índia.

Seguindo a tendência dos últimos anos, a população médica deve crescer em um ritmo maior que a população geral do país.

Entretanto, existe uma distribuição ainda muito desigual de profissionais no Brasil.

Nota-se maior preferência de empregos no Sul e no Sudeste — cerca de 70% de todos os médicos do país estão nestas regiões, mesmo quando elas abrigam 66% da população geral.

A região que tem proporcionalmente menos médicos é a Norte, que tem 8,4% da população geral do Brasil e conta com apenas 4,4% de todos os médicos.

Além disso, há grande disparidade entre profissionais que trabalham em grandes municípios e aqueles que atuam em cidades pequenas — 60% dos médicos estão nos centros urbanos com mais de 500 mil pessoas, enquanto apenas 7,4% trabalham em municípios com até 50 mil habitantes.

Especialidades mais procuradas

Aproximadamente 60% dos médicos do Brasil possuem ao menos uma especialidade cadastrada.

Entretanto, dentre todos os profissionais, quase 50% atuam em uma destas seis especializações: Clínica, Pediatria, Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Anestesiologia e Cardiologia.

As outras 47 especialidades aprovadas pelo CFM contam com a outra metade de profissionais.

Jornada de trabalho exaustiva e remuneração desigual

A maioria dos médicos tem mais de um vínculo empregatício e 75% deles trabalham mais de 40 horas por semana, 17% trabalham mais de 80 horas semanais e apenas 5% tem jornadas de até 20 horas — por isso, não é de grande surpresa observar que um terço dos médicos afirma estar com sobrecarga de trabalho.

Além disso, segundo as informações da pesquisa, a remuneração média dos profissionais é desequilibrada — jovens e mulheres ganham proporcionalmente menos que os profissionais masculinos acima de 35 anos.

Planejamento

Pesquisas extensas como esta são cruciais para o desenvolvimento em longo prazo de medidas públicas de saúde que visam melhorar a distribuição de médicos pelas regiões do país, assim como otimizar a qualidade das jornadas de trabalho destes profissionais.

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