Administração e Gestão

Como abrir uma clínica de saúde do zero? 7 erros que você não pode cometer

Ao se formar em Medicina, um dos caminhos que você pode tomar é abrir uma clínica ou consultório próprio. Dessa forma, pode dispender uma atenção maior aos pacientes e fazer um acompanhamento mais próximo da saúde deles.

Por outro lado, esse processo de abertura não é tarefa fácil. Mas existem erros que, ao serem evitados, facilitam o entendimento de como abrir uma clínica.

Nesse sentido, é importante reforçar que, segundo o Censo de Demografia Médica, do Conselho Federal de Medicina (CFM), 60% dos médicos atuam em clínicas, independentemente de também trabalharem em hospitais ou outros locais.

Mas, por que é feita essa escolha? Alguns dos itens são a proximidade com o paciente, maior remuneração, mais liberdade para gerenciar os horários de trabalho, entre outros.

No entanto, é preciso se atentar à abertura da clínica, porque, se os problemas não forem resolvidos rapidamente, a tendência é que eles se acumulem e se tornem maiores.

Ou seja, ao optar por abrir uma clínica, você precisará lidar com elementos de gestão, como o pagamento e o treinamento de colaboradores, a gestão financeira, o pagamento de impostos, a regularização do estabelecimento, dentre muitas outras obrigações.

Veja abaixo os sete erros que você deve evitar para facilitar esse processo!

1. Ignorar o público-alvo

Você é médico e é focado em uma especialidade, mas isso não o exime da tarefa de pensar qual é seu público-alvo específico.

É claro que a especialidade médica influencia nesse momento, mas é necessário pensar se serão feitas consultas por meio de convênios médicos ou se o foco será nas consultas particulares.

Além disso, o valor de cada consulta é um elemento importante que vai definir possíveis pacientes que serão atendidos.

2. Escolher a localização errada

O local em que a clínica estará instalada é importante e também está relacionado ao público-alvo.

Por exemplo, se o seu objetivo é atender pacientes de maior poder aquisitivo, o local a ser escolhido deve ser um bairro nobre em que, consequentemente, haverá um preço de aluguel mais alto.

Outros pontos que precisam ser considerados na localização da clínica são o acesso facilitado e o atendimento às regras da legislação sanitária.

3. Não calcular os custos de abertura e funcionamento

Levantar os custos de abertura e funcionamento do consultório é importante para definir o valor das consultas e saber quanto se pode gastar nesse processo.

Por isso, faça estimativas de quanto será gasto com a estrutura ao abrir uma clínica.

Em seguida, analise os custos fixos que terá, como aluguel, conta de luz e água, folha de pagamento, implantação de sistemas, etc.

Assim, poderá dividir os custos fixos pelo valor médio das consultas, sabendo quantos pacientes precisará atender para pagar as despesas.

abrir uma clinica de saúde

4. Esquecer a documentação necessária e outras exigências legais

Para o funcionamento de uma clínica de saúde, você precisa ter atenção à documentação necessária. Nesse sentido, o passo inicial é estar regulamentado de acordo com a Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa).

Assim, antes de tomar qualquer providência, deve-se conhecer o guia de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde. Esse manual abrange itens como a segurança dos pacientes, a gestão da qualidade, o prontuário, a gestão de pessoal e as condições organizacionais.

Além disso, a Anvisa criou a resolução 50, que indica o que deve ser seguido nos projetos físicos da clínica, incluindo planejamento, elaboração e programação.

Em seguida, é necessário fazer o Cadastro Estadual de Vigilância Sanitária e a Licença de Funcionamento da Prefeitura.

O total de documentos é extenso e abrange a cópia do contrato social, o formulário de petição, a cópia da carteira profissional, a declaração de horário de funcionamento, entre outros.

Por fim, é importante verificar as exigências do CFM e seguir o Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico, para ser aprovado no Corpo de Bombeiros.

5. Fazer a gestão interna sem ajuda da tecnologia

A melhor forma de fazer uma boa gestão da sua clínica é contar com a tecnologia adotando um software de gestão.

Existem diversas opções no mercado e esses sistemas facilitam muito o gerenciamento de serviços e processos.

O ideal é que o software seja fácil de usar e que atenda a todas as necessidades de uma clínica de saúde, como o gerenciamento da agenda de consultas, o cadastro de pacientes e prontuários.

Também é interessante que esse sistema tenha um módulo financeiro, para você administrar melhor seus gastos e receitas, além de fazer um fluxo de caixa e gerar relatórios financeiros.

6. Não investir na gestão de pessoas

Outra questão importante é a gestão de recursos humanos, ou seja, das pessoas contratadas para auxiliar no dia a dia da clínica.

É importante lembrar que, na área da saúde, a escolha do pessoal adequado é importante para garantir um bom atendimento ao paciente e controlar as tarefas urgentes que aparecem frequentemente.

Além disso, os profissionais precisam ser qualificados, sendo que o treinamento deve envolver o desenvolvimento de algumas capacidades, como:

  • Percepção para atender os desejos e expectativas dos pacientes;
  • Agilidade no atendimento;
  • Motivação para crescer profissionalmente.
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7. Não considerar a possibilidade de fazer uma sociedade ao abrir uma clínica

Fazer ou não uma sociedade vai depender de diversos fatores, inclusive do seu perfil.

Se você prefere atuar sozinho, nem precisa pensar nessa questão. Mas, essa é uma boa ideia para dividir custos — apesar de exigir atenção ao formato de sociedade adotado.

Nesse sentido, você pode escolher fazer uma sociedade de divisão de lucros. Assim, todo o lucro obtido será dividido igualmente entre os sócios. Essa escolha, porém, pode não ser a mais justa, já que um médico pode trabalhar mais que outro.

Por isso, existe a sociedade em formato de condomínio, na qual cada médico recebe os valores relativos às suas consultas e paga as despesas de seu consultório. Os gastos comuns (como água, luz e telefone, por exemplo) são compartilhados.

Também existe o modelo de cooperativa. A diferença desse tipo de sociedade é que os médicos-sócios compartilham pacientes. Os custos e as receitas são individuais, mas as despesas comuns são compartilhadas.

Por fim, há o modelo independente em condomínio, em que os profissionais de especialidades diferentes, porém interligadas, alugam uma sala e compartilham a recepção. Os gastos comuns são compartilhados e os lucros e as receitas, individuais.

Atentando-se a esses erros e evitando cometê-los, você terá mais sucesso em seu consultório.

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